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Capacitações ampliam oportunidades, afirmam servidores do Judiciário

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“Hoje estou participando do curso de Formação de Instrutores e ele já está enriquecendo, porque traz muita informação prática para o nosso dia a dia”. Esta é a afirmação do servidor Alberto Dias de Araújo Cavalcante, lotado na Comarca de Santo Antônio do Leverger (35 km de Cuiabá).

Sempre que possível, ele se desloca até a capital para aproveitar as capacitações oferecidas pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário. A busca por formação continuada faz parte da rotina dele e é um diferencial para o trabalho que realiza, especialmente em comarcas do interior.

“É muito importante o Judiciário investir no servidor e qualificar a própria mão de obra. Sempre que tenho oportunidade, eu me matriculo nos cursos. Faço inscrição tanto nos presenciais quanto nos EAD, os cursos online. Eu sempre estou buscando participar de treinamentos e cursos em geral. Esse ano faz 10 anos que eu estou no Judiciário e, praticamente, todos os anos eu participei de algum treinamento”, disse.

Variedade de cursos

A servidora Gracyelly Arruda Alves Martins avalia que a variedade de formações oferecidas permite que cada servidor encontre cursos alinhados às necessidades e à rotina de trabalho, conciliando as capacitações com as demandas da unidade. “Aqui a gente tem muitas opções. A gente consegue escolher os cursos que combinam com o nosso perfil e com a carga horária. Eu, por exemplo, nesse momento participo de dois e preciso me organizar para aproveitar ao máximo essa oportunidade que o Tribunal oferece”, relatou.

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Para o servidor Jonathan Suel Dias, gestor judiciário da Secretaria Unificada dos Juizados Especiais Cíveis de Cuiabá e Várzea Grande, o aprendizado adquirido nas capacitações impacta diretamente a rotina de trabalho e o desempenho das equipes.

“O curso me ajuda no primeiro aspecto para treinar a minha equipe. A gente tem muitos estagiários, com rotatividade grande. Então, conforme eu vou aprendendo meios de conseguir treiná-los de uma forma mais rápida, eles conseguem nos ajudar mais rapidamente, tanto na qualidade do que é feito como na quantidade”, afirmou.

Oferta planejada e alinhada às diretrizes do CNJ

Capacitar servidores é uma das formas mais diretas de valorizar quem faz o Judiciário acontecer todos os dias. No Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), a Escola dos Servidores mantém uma oferta permanente de cursos e formações voltadas ao aprimoramento técnico, comportamental e institucional, com acesso para profissionais de todas as comarcas.

A programação inclui capacitações presenciais e também na modalidade de Educação a Distância (EAD), ampliando as possibilidades de participação e garantindo que servidores(as) do interior do Estado tenham as mesmas oportunidades de qualificação.

A diretora do Departamento de Estudos da Escola dos Servidores, Ana Carolina Ribeiro da Cunha Ferreira, explica que a programação é construída com planejamento e critérios, considerando eixos de competência, temas e públicos, além de demandas apresentadas pelos próprios servidores e pelas unidades, em alinhamento às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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“No nosso plano de capacitação, a gente já tem um eixo de competência, o tema e o público a ser desenvolvido. A partir disso, já existe uma definição de como a capacitação será realizada, por servidores efetivos, efetivos comissionados ou credenciados, dependendo do tema que vai ser trabalhado”, explicou.

Ela destaca que a capacitação também é uma forma de reconhecer o papel estratégico dos servidores na construção de um Judiciário mais eficiente, moderno e acessível. Além disso, o investimento na qualificação impacta diretamente resultados institucionais, como a conquista do Selo Diamante de Qualidade do CNJ.

“A gente descobre isso lá na ponta, quando o servidor vai atender o público externo e esse público externo sai satisfeito. Só tem a ganhar a sociedade com essa profissionalização dos servidores. E a conquista do Selo Diamante envolve diversas áreas e setores. A Escola dos Servidores também tem essa responsabilidade, porque é capacitando que a gente promove esse desenvolvimento e contribui para a entrega dos resultados”, afirmou.

Autor: Emily Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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