POLÍTICA NACIONAL

Redução da jornada não é risco para a economia, afirma Rogério Carvalho

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. Segundo o parlamentar, o modelo atual impõe uma rotina exaustiva, especialmente para as mulheres que acumulam responsabilidades profissionais e domésticas.

— Não é possível, no mundo em que a gente vive, as mulheres, que têm às vezes tripla jornada, trabalharem 44 horas. Quando a gente fala em redução da jornada, a gente precisa colocar na equação desse debate o lado humano, o lado mais importante, que é a possibilidade de as pessoas poderem conviver com a família. É importante para a saúde mental — disse.

No discurso, Rogério afirmou que a redução da jornada não representa risco para a economia. Citou exemplos históricos de mudanças nas regras trabalhistas que, segundo ele, foram inicialmente criticadas, mas acabaram sendo incorporadas sem prejuízo ao setor produtivo.

— Em 1988, na Constituição, a luta era para a redução da jornada de 48 para 40 horas. Ficou em 44, e disseram que essa redução ia gerar desemprego, quebrar a economia brasileira. Nem gerou desemprego, nem quebrou a economia brasileira. Quando criaram o 13º salário, o debate foi da mesma forma. E a gente sabe o quanto o 13º salário hoje é uma mola propulsora do comércio. Reduzir a jornada de trabalho significa aumentar a demanda por novos trabalhadores, mais pessoas no mercado de consumo, criando as condições para aqueles que produzem poderem contratar mais pessoas — afirmou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate relação entre crime organizado e terrorismo

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (28), audiência pública para discutir a relação operacional e financeira entre organizações criminosas e o terrorismo.

O debate será realizado às 15h30, em plenário a ser definido.

A reunião foi pedida pelo deputado General Pazuello (PL-RJ).

O deputado afirma que a atuação de facções criminosas no Brasil tem características semelhantes às de grupos terroristas, incluindo ataques coordenados, paralisação de serviços públicos e controle de territórios.

Pazuello destaca ainda que resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam a relação entre terrorismo e crime organizado transnacional, com atividades como tráfico de armas e drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilícito de recursos naturais.

O parlamentar acrescenta que casos investigados no Brasil, como a Operação Trapiche, indicam a atuação de redes de recrutamento e financiamento de atividades terroristas, o que reforça a necessidade de aprimoramento dos instrumentos legais e operacionais.

Da Redação – ND

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Fonte: Câmara dos Deputados

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