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Grupo de Trabalho define plano em sete etapas para fortalecer proteção animal nos municípios

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (12), a 10ª reunião do Grupo de Trabalho (GT) voltado à proteção animal. O tema discutido foi “Cidades que protegem: passo a passo para a criação e fortalecimento da causa animal nos municípios”. Os participantes do GT apresentaram um plano técnico dividido em sete etapas, com o objetivo de orientar as prefeituras na implementação e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção dos animais em Mato Grosso.

O presidente do Grupo de Trabalho, Nilson Portela Ferreira, afirmou que é dever dos municípios implementar políticas públicas voltadas à causa animal, mas ressaltou que as prefeituras não conseguem avançar sozinhas e dependem do apoio do estado e do governo federal.

Segundo ele, as reuniões do grupo têm como objetivo orientar os gestores municipais, apresentando um passo a passo baseado na experiência de cidades que já desenvolvem ações de proteção animal. “A proposta é oferecer suporte para que os municípios possam estruturar um organograma e criar programas voltados ao cuidado e à proteção dos animais”, explicou Ferreira.

De acordo com Ferreira, Mato Grosso ainda enfrenta sérios desafios na implementação de políticas públicas para a causa animal. Por isso, o trabalho começa “do zero”, orientando os municípios a realizar inicialmente um censo para identificar a quantidade de animais existentes e compreender a realidade local. A partir desse diagnóstico, explicou, será possível definir investimentos, estabelecer parcerias e elaborar projetos eficazes.

Ele destacou a importância de mapear animais pertencentes a famílias de baixa renda e, principalmente, aqueles em situação de rua. O objetivo, segundo ele, é auxiliar o poder público, especialmente os vereadores de todo o estado, a iniciarem e estruturarem políticas públicas voltadas à proteção animal em seus municípios.

A vereadora de Tapurah, Daniele Zottis (Republicanos), destacou a importância do Grupo de Trabalho (GT) da causa animal para orientar os municípios na implementação de políticas públicas de proteção aos animais. Segundo ela, a iniciativa pode servir como guia para gestores e parlamentares que estão começando a estruturar ações na área.

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Zottis afirmou que busca conhecimento junto à Assembleia Legislativa para entender quais medidas podem ser adotadas, tanto no campo da legislação, quanto na captação de recursos. “Estamos iniciando esse caminho em Tapurah e o GT é fundamental para aprendermos o passo a passo de como fortalecer a proteção animal no município”, afirmou.

A vereadora explicou que Tapurah conta atualmente com uma Organização Não Governamental (Ong) que atua no resgate de animais, mas a entidade não possui sede própria e funciona apenas com o trabalho de voluntários. “Os animais resgatados são encaminhados para clínicas veterinárias da cidade e as despesas acabam sendo assumidas pela organização, que já acumula cerca de R$ 50 mil em dívidas”, pontuou Zottis.

De acordo com a vereadora, a prefeitura mantém um convênio para custear parte dos atendimentos, enquanto o restante dos recursos é arrecadado por meio de ações solidárias, como bingos e jantares. Para ela, é necessário ampliar o apoio do poder público, já que a causa animal também está ligada à saúde pública e deve ser tratada como uma responsabilidade de cada cidade.

O vereador de Poconé, Sérgio Maracanã (PSB), destacou a importância de buscar informações e experiências para fortalecer as políticas de proteção animal. Segundo ele, a cidade já conta com uma associação formada por voluntários que atuam na causa animal e mantém convênio com a prefeitura para ajudar no custeio de algumas despesas. Apesar dos avanços, o parlamentar afirmou que ainda é necessário conhecer melhor o passo a passo para estruturar e ampliar as ações voltadas ao bem-estar de cães e gatos.

Maracanã ressaltou que já foram realizadas parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde para a promoção de campanhas de castração de animais, especialmente de cães e gatos, iniciativa que, segundo ele, teve grande adesão da população devido ao elevado número de animais em situação de rua.

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Etapas – De acordo com a vice-presidente do GT, Mariana Penteado, o primeiro passo será a realização de um levantamento de dados sobre a população animal nas cidades mato-grossenses. A partir desse diagnóstico, poderão ser implementadas ações prioritárias, como feiras de adoção e programas de castração, permitindo que, gradualmente, os municípios avancem na estruturação de políticas públicas de proteção animal.

A segunda etapa prevê a estruturação legal da proteção animal, com a elaboração de minuta de lei municipal específica, além de modelos para criação do Conselho Municipal de Proteção Animal e de um fundo municipal destinado à área. Também está prevista a regulamentação de penalidades administrativas relacionadas a casos de maus-tratos.

Já a terceira aborda a governança e a estrutura administrativa nos municípios, com a definição de um órgão responsável pela política pública, a criação de diretorias específicas, plano de cargos e responsabilidades e a organização de um fluxo de atendimento para denúncias.

Na quarta etapa, o foco será a política de manejo populacional, com a implantação de programas permanentes de castração, microchipagem e cadastro de animais por meio de novas tecnologias de identificação. O plano também prevê parcerias com clínicas veterinárias e universidades, além de campanhas de adoção responsável promovidas pelo poder público.

A quinta trata da educação e conscientização da população, com a criação de programas escolares voltados à guarda responsável, campanhas públicas e ações de engajamento comunitário.

A sexta etapa aborda as formas de financiamento das políticas, incluindo a estruturação de um fundo municipal que poderá receber recursos de emendas parlamentares, parcerias público-privadas e convênios estaduais e federais.

Por fim, a sétima etapa prevê o monitoramento das ações e a definição de indicadores para avaliar os resultados, como o número de castrações realizadas, redução de denúncias de maus-tratos, índices de adoção e controle populacional. Também está prevista a elaboração de relatórios e avaliações anuais para medir o impacto das políticas e projetos implementados nas cidades.

Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Trabalho reforça combate aos maus-tratos durante o Abril Laranja

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O grupo de trabalho da causa animal realizou uma reunião, na última quinta-feira (16), com foco no fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal. O encontro teve como referência a campanha Abril Laranja, dedicada à prevenção e ao combate à crueldade contra os animais.

A iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre a importância da guarda responsável e da denúncia de maus-tratos, destacando que a violência contra animais vai além da agressão física, incluindo práticas como abandono, privação de alimento e água, além de confinamento inadequado.

Criado em 2006 pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais, o Abril Laranja reforça que os animais são seres que são capazes de sentir dor e medo, e que devem ser tratados com respeito e dignidade.

A legislação brasileira também prevê punições para esses crimes. De acordo com a Lei Federal 9.605 de 1998, abusar, ferir ou mutilar animais, sejam eles domésticos ou silvestres, é crime, com penas de detenção e multa.

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Ouça a matéria completa no áudio abaixo.

Fonte: ALMT – MT

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