POLÍTICA NACIONAL

CPI do Crime vota convocações de Valdemar, ACM Neto e Martha Graeff

Publicado em

A CPI do Crime Organizado se reúne nesta quarta-feira (18), às 9h, para votar 37 requerimentos. Entre os itens da pauta, estão pedidos de convocação de autoridades, empresários e influenciadores digitais, como o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e da ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff. A pauta inclui ainda solicitações de quebra de sigilos e compartilhamento de informações. Após a votação, os senadores colhem depoimento do ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e do fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman. 

Na primeira parte da reunião, os senadores analisam requerimentos que, segundo eles, podem ampliar o escopo das investigações, como a convocação da influenciadora digital Martha Graeff, atendendo a pedidos dos senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Já o pedido de convocação do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, foi apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE). 

Para Costa, as recentes declarações de Valdemar da Costa Neto à imprensa fazem referência a doações de campanha feitas por Fabiano Zettel ao PL e às campanhas eleitorais de 2022 do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. 

“Como se sabe, Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ambos são investigados na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes na instituição financeira. A investigação aponta para sua participação em crimes contra o Sistema Financeira Nacional”, justifica Humberto Costa no requerimento. 

A CPI também deve deliberar sobre a convocação do ex-governador de Mato Grosso e ex-senador Pedro Taques. Há requerimentos com essa finalidade apresentados pelos senadores Alessandro Vieira e Rogério Carvalho (PT-SE), além de um pedido de convite formulado pelo senador Humberto Costa, todos relacionados a apurações envolvendo possíveis irregularidades no sistema de crédito consignado no estado. 

Leia Também:  Estudantes com autismo poderão receber protetores de ouvido gratuitamente

Outro alvo de pedido de convocação é do ex-prefeito de Salvador Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto (ACM Neto), cuja convocação foi solicitada por Humberto Costa. O senador indica no requerimento necessidade de esclarecer o avanço das investigações sobre possíveis conexões entre agentes públicos, estruturas empresariais e organizações sob investigação.

“Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que a empresa de consultoria do Sr. ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa de investimentos Reag entre 2023 e 2024. O Banco Master, por sua vez, é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por um esquema de fraude bilionária no sistema financeiro, com conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC)”, diz o senador no requerimento.

A comissão pode votar também convocações de empresários, advogados e pessoas ligadas a empresas investigadas, como sócios da Prime Aviation Participações e Serviços S.A. e da Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., apontando para uma ampliação do foco sobre estruturas societárias e financeiras associadas aos fatos investigados. 

Quebras de sigilo 

A pauta tem ainda uma série de requerimentos que tratam da transferência de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, considerados estratégicos para o avanço das investigações.

Entre eles estão pedidos apresentados pelo senador Humberto Costa para obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf e de quebra de sigilo de diversas pessoas físicas e jurídicas, incluindo Letícia Caetano dos Reis, Ahmed Mohamad Oliveira e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, abrangendo operações realizadas entre 2022 e 2026.

Leia Também:  Senado confirma acordo Brasil-Austrália de cooperação em investigações criminais

Também há solicitações de quebra de sigilo envolvendo fundos de investimento e empresas, como o Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, além de pedidos direcionados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar beneficiários finais de fundos ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. 

Oitivas

Na segunda parte da reunião, a CPI vai ouvir o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, ambos convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos investigados pela comissão. As convocações atendem a requerimentos apresentados por Alessandro Vieira e Humberto Costa. 

Paulo Sérgio Neves de Souza ocupou cargo estratégico no Banco Central, sendo responsável por áreas de supervisão e fiscalização de instituições financeiras. Os senadores querem esclarecer mecanismos de controle, eventuais falhas de supervisão e possíveis brechas que possam ter sido exploradas por organizações criminosas no sistema financeiro.

Já Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, deve prestar informações sobre a atuação de empresas de investimento e estruturas financeiras utilizadas em operações sob investigação. A movimentação de recursos, a estruturação de fundos e eventuais conexões com empresas ou agentes investigados pela CPI devem fazer parte dos questionamentos dos parlamentares. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Relator diz que renegociação de dívidas de produtores não é “pauta-bomba”

Published

on

O relator do projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais (PL 5122/23), deputado Afonso Hamm (PP-RS), disse que busca um acordo entre governo e entidades do agronegócio para manter um atendimento mais amplo ao setor. Segundo ele, não se trata de “pauta bomba”, como alguns interlocutores do governo afirmaram após aprovação do texto pelo Senado.

Em entrevista à Rádio Câmara nesta quarta (1º), Hamm disse que o governo tem que melhorar a comunicação.

“Foi comunicado por parte do governo que o impacto era de R$ 800 bilhões para assustar e colocar como uma ‘pauta-bomba’. Não é verdade. Depois reduziu para algo em torno de R$ 200 bilhões, depois baixou para R$ 140 bilhões em dez anos. Os estudos da Frente Parlamentar da Agropecuária apontam que, só para equalizar o juro, chega a R$ 60 bilhões em 13 anos,” afirmou o relator.

Mudanças no Senado
Aprovada pelos deputados no ano passado, a proposta originalmente previa o financiamento a produtores afetados por eventos climáticos intensos, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.

Leia Também:  Estudantes com autismo poderão receber protetores de ouvido gratuitamente

No Senado, o texto foi ampliado para abranger também produtores afetados por impactos econômicos negativos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Refinanciamento de dívidas
O texto prevê uma linha especial de refinanciamento de dívidas, com carência, juros mais baixos e prazo alongado, com o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outras fontes autorizadas.

“Virou o ano e a situação, por conta dos juros muito altos, das perdas de renda, de preços nas commodities, nas moedas do agro, do custo por conta das guerras, do custo dos insumos, dos fertilizantes, que são importados, tudo isto agravou a situação daqueles que também tinham situação crítica”, explicou Afonso Hamm.

Negociação
De volta à Câmara, o projeto tem sido objeto de negociação entre os parlamentares e a equipe econômica do governo. Segundo Afonso Hamm, uma série de reuniões está prevista, inclusive com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Leia Também:  Lei cria 330 funções comissionadas para o Superior Tribunal de Justiça

Críticas
No lançamento do Novo Plano Safra, nessa terça-feira (30), o governo foi criticado pela Frente Parlamentar da Agropecuária por ter deixado de fora do programa a renegociação das dívidas.

Ministros sinalizaram que o tema deve ser tratado em projeto separado ou até por medida provisória.

“É absurdo lançar um Plano Safra sem resolver o problema do endividamento”, criticou Hamm.

O relator disse que trabalha pela votação do projeto nos próximos dias.

Da Rádio Câmara
Eição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA