POLÍTICA NACIONAL

Deputados da oposição e da base do governo defendem manutenção de autoescolas

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Deputados da base do governo e da oposição defenderam nesta quarta-feira (18), na Câmara dos Deputados, a necessidade de manutenção da obrigatoriedade dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante audiência pública da comissão especial que analisa alterações no Código de Trânsito Brasileiro (PL 8085/14), parlamentares criticaram a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de dezembro de 2025, que permite o aprendizado prático e teórico com instrutores autônomos.

A reunião, que teve como tema a segurança viária, lotou seis plenários da Casa com profissionais do setor. A comissão analisa, além do Projeto de Lei 8085/14, outras propostas que dispensam a frequência em autoescolas. A tramitação definirá se o código manterá a exigência de aulas em instituições credenciadas ou validará o modelo de instrução independente, visando à desburocratização.

O relator da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), afirmou que seu parecer será entregue na primeira quinzena de maio. Ele defendeu retirar do Ministério dos Transportes a gestão sobre a formação de condutores, transferindo a atribuição ao Ministério da Educação. Segundo o deputado, a pasta de infraestrutura foca em rodovias e “não tem capacidade nem preparo para cuidar de educação de trânsito”.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Segurança Viária e a necessidade de atualização do Código de Trânsito Brasileiro. Dep. Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE - RJ)
Aureo Ribeiro, relator da proposta, vai apresentar parecer em maio

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Divergência com o Poder Executivo
O vice-líder do governo Lindbergh Farias (PT-RJ) divergiu da posição adotada pelo Ministério dos Transportes e manifestou preocupação com os impactos econômicos da medida. O parlamentar alertou que a proposta coloca em risco cerca de 300 mil empregos e pode aumentar a violência no trânsito.

“Essa história de que o mercado se regula é falsa. Nós vamos ter consequências concretas com perda de vidas de pessoas”, afirmou Lindbergh, que incentivou a mobilização da categoria para reverter a decisão.

Já o deputado Coronel Meira (PL-PE), que solicitou o debate, defendeu a votação urgente do Projeto de Decreto Legislativo 1031/25), de sua autoria, para sustar os efeitos da resolução do Contran. Para ele, a categoria enfrenta uma “encruzilhada” devido aos prejuízos acumulados nos últimos nove meses.

Meira argumentou que a suspensão da norma é essencial para “salvar as autoescolas” e garantir a posterior discussão sobre a obrigatoriedade de itens como duplo comando, baliza e exames médicos e psicotécnicos.

A deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) também criticou a mudança nas regras. Ela argumentou que o fim da obrigatoriedade das aulas formais pode “sucatear” o setor e aumentar os riscos nas estradas.

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“Durante 11 anos que estou nessa casa, eu nunca tinha visto uma audiência pública com tantas pessoas. Isso mostra a grande necessidade de rever essa injustiça social”, afirmou.

No mesmo sentido, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) classificou a situação atual como “esdrúxula” e cobrou rapidez na votação das propostas legislativas. A parlamentar criticou a permissão para aulas em veículos sem duplo comando e o uso exclusivo de simuladores.

“Imaginar que você aprende a dirigir no simulador é não entender o que é dirigir”, disse.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Congresso promulga emenda constitucional que impede extinção de tribunais de contas

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O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (5), em sessão solene, a Emenda Constitucional 139, que reconhece os tribunais de contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública. Com a promulgação, ficam vedadas a extinção de tribunais de contas e a criação ou instalação de novos.

Durante a cerimônia, parlamentares e representantes dos tribunais de contas destacaram a relevância da chamada PEC da Essencialidade (PEC 39/22), considerada uma conquista histórica para os tribunais de contas e para a administração pública.

“Até o dia de hoje, os tribunais de contas ainda não tinham o mesmo status constitucional de outras instituições essenciais e permanentes, como o Ministério Público e a Defensoria. Os tribunais de contas prestam um auxílio fundamental aos órgãos do Poder Legislativo na missão de fiscalizar a execução orçamentária e os atos do Poder Executivo”, disse o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre.

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou o compromisso do Legislativo e dos tribunais de contas na fiscalização do patrimônio público.

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“Ao inscrever no texto constitucional a essencialidade dos tribunais de contas, o Congresso Nacional reafirma que não há República sem controle, não há  democracia sem fiscalização e não boa governança sem transparência”, afirmou.

O deputado Eunício Oliveira (MDB-CE), autor da proposta que deu origem à emenda constitucional, afirmou que a medida representa um avanço e lembrou a origem histórica dos tribunais de contas.

“Ruy Barbosa se inspirou no modelo europeu, mas o adaptou ao Brasil, com uma visão forte de que o controle deveria ser técnico, independente e preventivo, e não um controle político. Isso foi inovador para a época” elogiou .

Durante a solenidade, o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais e Contas do Brasil (Atricon), Edilson de Souza Silva, entregou medalhas a autoridades em reconhecimento pela atuação na tramitação da proposta. Foram homenageados Davi Alcolumbre, Hugo Motta, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era presidente do Senado à época da aprovação da PEC, e Eunício Oliveira. 

Da Agência Senado – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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