Várzea Grande

Em tarde de atenção e empatia, coletores de lixo de Várzea Grande passam por triagem e vacinação

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Mais do que números, a iniciativa inédita representou um gesto concreto de valorização a trabalhadores essenciais, que muitas vezes atuam longe dos holofotes, mas estão na linha de frente da saúde pública. Cerca de 100 coletores tiveram a pressão aferida e receberam doses de imunizantes contra tétano e hepatite B

Em uma tarde marcada por empatia e responsabilidade social em Várzea Grande, a equipe de enfermagem da Unidade de Saúde do bairro Vila Arthur, em parceria com alunas do curso técnico de enfermagem da CEIBTec, levou proteção e acolhimento a quem, diariamente, enfrenta riscos invisíveis: os coletores de lixo da empresa Pantanal Ambiental.

A ação de imunização foi realizada dentro da própria empresa e contemplou cerca de 100 colaboradores com vacinação contra tétano e hepatite B, além de aferição de pressão arterial. Mais do que números, a iniciativa inédita representou um gesto concreto de valorização a trabalhadores essenciais, que muitas vezes atuam longe dos holofotes, mas estão na linha de frente da saúde pública.

Segundo o técnico de segurança do trabalho, Cleber Schneider Martins, a iniciativa nasceu da preocupação com a realidade enfrentada pelos coletores. “Eles lidam diariamente com resíduos domésticos e hospitalares, muitas vezes expostos a materiais perfurocortantes e contaminados. Esse cuidado com a imunização é uma forma de proteger a saúde deles e reconhecer os riscos da profissão”, destacou.

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Para quem vive essa rotina, o sentimento é de reconhecimento. O coletor Paulo Henrique Silva, de 24 anos, que trabalha há seis anos na função, afirma nunca ter vivenciado uma ação como essa. “É a primeira vez que vejo uma empresa ter esse tipo de cuidado com a gente. A vacinação traz mais segurança e mostra que estamos sendo valorizados”, disse.

A responsável técnica da Unidade de Saúde do Vila Arthur, Maria Amélia, reforçou que a ação vai além da prevenção. “É um olhar humanizado para esses profissionais que tanto contribuem para com a cidade. Cuidar de quem cuida do ambiente em que vivemos é essencial”, pontuou.

A iniciativa também contou com o apoio das estudantes da CEIBTec, que encontraram na ação uma oportunidade única de aprendizado. Para Maira Ribeiro, aluna do último semestre do curso técnico de enfermagem, a experiência representa um passo importante na formação. “É o momento de colocar em prática tudo o que aprendemos em sala de aula. Esse contato direto com a realidade nos prepara e dá mais segurança para o futuro profissional”, afirmou.

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A união entre poder público, iniciativa privada e instituição de ensino transformou a tarde em um exemplo de cuidado coletivo. Um gesto simples, mas carregado de significado — porque proteger a saúde de quem mantém a cidade em movimento é também cuidar de todos nós.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

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A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

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Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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