POLÍTICA NACIONAL

Confúcio pede rigor na criação de cursos em universidades públicas

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (31), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que o ensino superior brasileiro enfrenta desafios relacionados à evasão e à qualidade na formação. Para ele, embora o país tenha ampliado o acesso à graduação nas últimas décadas, esse avanço ocorreu acompanhado da expansão da educação à distância (EAD) e do crescimento do número de instituições privadas. Isso, segundo ele, exige avaliação criteriosa dos resultados.

— Essa modalidade de ensino vem crescendo muito e é mais barata. Hoje eu vejo aí até alguns cursos, como cursos da área de exatas, como educação à distância. Eu não consigo entender como é que faz veterinária, faz agronomia, faz qualquer curso por educação à distância. Isso nos obriga a fazer uma pergunta essencial: que tipo de formação nós estamos oferecendo? — questionou.

O parlamentar defendeu maior planejamento na criação e manutenção de cursos em universidades públicas, com base na demanda real de estudantes e no aproveitamento das estruturas existentes. Segundo ele, há cursos com baixa adesão e número reduzido de formandos, o que compromete a eficiência do investimento público.

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— Em alguns casos, um professor que poderia estar formando centenas de estudantes ao longo dos anos não consegue formar nem a metade, nem um terço. Os professores das universidades públicas são doutores, são pós-doutores. O investimento altíssimo que o governo faz e aplica nesses professores, às vezes, não tem retorno, não tem correspondência com o alunado presente. Temos que planejar a educação para que se tenha maior proveito, abrir mesmo as portas das universidades para quem quer estudar — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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