Projeto da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) em parceria com a Fundação Nova Chance, a fábrica e oficina-escola de costura da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá recebeu R$ 6,8 milhões de investimentos em obras físicas. Com 91 máquinas de costura, além de estrutura completa para produção, a proposta prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com jornada diária de oito horas.
A inauguração da fábrica e oficina-escola de costura aconteceu na quinta-feira (23.4). A diretora da unidade, Keily Marques destacou o objetivo do projeto, que envolve políticas públicas e transformação social. Para ela, o investimento vai muito além da atividade em si.
“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou.
Mais do que capacitação técnica, a iniciativa busca promover autonomia e reconstrução de trajetórias.
“A ressocialização se constrói com oportunidades reais, oportunidades verdadeiras e políticas públicas eficientes. Eu parabenizo especialmente essas mulheres que hoje são as primeiras a conquistarem a certificação. Que elas aproveitem a oportunidade porque cada aprendizado adquirido aqui pode representar um longo caminho e o passado não define o futuro de ninguém”, destacou Keily.
A diretora também ressaltou o esforço coletivo para tirar o projeto do papel.
“Para tudo isso se tornar realidade foi preciso muito esforço e empenho. Cerca de 90% do nosso quadro funcional é composto por mulheres, fortes, guerreiras, que junto com os homens valorosos formam um time de excelência”, disse, ao reconhecer o trabalho da equipe da unidade, formada majoritariamente por mulheres.
A qualificação inicial foi realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com 20 internas já capacitadas para atuar como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando políticas públicas e gerando economia.
Para Keily, o projeto também ressignifica o papel do sistema prisional.
“Essa unidade, além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo”, afirmou.
Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária da unidade, a iniciativa reforça a ideia de que investir em mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, é uma estratégia com efeitos que ultrapassam os muros do sistema prisional e alcançam toda a sociedade.
Em Mato Grosso, a Operação Lei Seca resultou na prisão de 93 condutores por embriaguez ao volante, durante ação nacional neste fim de semana (24 a 26 de abril) de forma simultânea em 20 Estados
Conforme balanço do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), foram fiscalizados 930 veículos e realizados 1.027 testes de alcoolemia em abordagens realizadas em oito municípios. Do total de veículos fiscalizados, 441 foram autuados e 339 removidos.
Ao todo, foram expedidos 817 Autos de Infração de Trânsito (AIT), sendo 152 por conduzir sob efeito de álcool e 51 por recusas ao teste de alcoolemia. Além de 140 autuações por conduzir veículo sem habilitação e 229 sem registro ou não licenciado.
A ação nacional foi realizada entre sexta-feira e domingo (24 a 26), em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças, Cáceres, Tangará da Serra, Nova Mutum, Alta Floresta e Rondonópolis.
A Operação Lei Seca é uma ação realizada em parceria com os municípios, Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros Militar, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Departamento de Trânsito e Guardas Municipais.
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