AGRONEGÓCIO

Santos recebe seminário internacional que vai discutir futuro do cafe

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Santos (cerca de 80 km da capital, São Paulo) vai realizar, de terça a quinta da semana que vem (dias 19 e 21 de maio) a 25ª edição do Seminário Internacional do Café, promovido pela Associação Comercial de Santos (ACS).

O encontro será realizado no Santos Convention Center e deve reunir mais de mil participantes, entre produtores, exportadores, tradings, cooperativas, pesquisadores, autoridades portuárias e representantes internacionais da cadeia do café.

Delegações de países como China, Estados Unidos, Alemanha e Rússia já confirmaram participação no evento, que neste ano terá como eixo central os impactos das transformações econômicas, tecnológicas e geopolíticas sobre o setor cafeeiro.

A programação combina debates sobre mercado, infraestrutura, inteligência artificial, sustentabilidade e logística internacional, em um momento em que a cadeia global do café enfrenta pressão climática, aumento dos custos operacionais e mudanças no comportamento do consumo mundial.

O seminário também ocorre em meio a um cenário de forte valorização do café nos mercados internacionais, impulsionado pelas preocupações com oferta global, problemas climáticos em países produtores e maior volatilidade logística.

Entre os destaques da programação está a palestra de abertura com o economista e comentarista financeiro Pablo Spyer, além de painéis sobre transformação digital e inteligência artificial aplicadas ao agronegócio com participação de Walter Longo.

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O evento também terá discussões sobre infraestrutura portuária e transporte marítimo, incluindo participação do presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.

A logística aparece como tema central porque o Porto de Santos segue como principal corredor de exportação do café brasileiro. Atualmente, cerca de 78% dos embarques nacionais passam pelo terminal paulista, que movimentou mais de 31 milhões de sacas no último ano.

Além da programação técnica, os participantes poderão acompanhar visitas guiadas à estrutura portuária, permitindo observar de perto a operação logística responsável pelo escoamento da maior parte do café exportado pelo Brasil.

O seminário também deve aprofundar debates sobre sustentabilidade e regulação ambiental, temas que vêm ganhando peso nas negociações internacionais, especialmente diante das novas exigências de rastreabilidade impostas por mercados importadores, como a União Europeia.

Representantes da Rainforest Alliance, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e de instituições financeiras internacionais participarão de painéis voltados à adaptação do setor às novas exigências comerciais e ambientais.

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A programação inclui ainda análises sobre oferta global, consumo, cenário macroeconômico e comportamento do mercado internacional, com participação de especialistas ligados ao Rabobank e à StoneX.

Mais do que um evento técnico, o seminário reflete um momento de reposicionamento estratégico da cafeicultura brasileira. O setor busca ampliar competitividade em um ambiente cada vez mais marcado por tecnologia, sustentabilidade, volatilidade logística e mudanças nas regras do comércio global.

O encerramento da 25ª edição contará com feira de negócios e programação de relacionamento no Mercado Municipal de Santos, tradicional espaço ligado à história do café na cidade.

Serviço

XXV Seminário Internacional do Café
Santos Convention Center — Santos (SP)
De 19 a 21 de maio de 2026
Temas: mercado internacional, logística, inteligência artificial, sustentabilidade, exportação e infraestrutura portuária.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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