POLÍTICA NACIONAL

Nova lei fixa percentual mínimo de cacau em chocolates e derivados

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que estabelece regras para a produção e comercialização de chocolates e derivados de cacau no país. A norma fixa percentuais mínimos de cacau para diferentes produtos e obriga os rótulos a informar o teor de cacau na composição. As regras valem para produtos nacionais e importados comercializados no território brasileiro.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (11), a Lei 15.404/26, define critérios para produtos como chocolate, chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate em pó, achocolatados e coberturas sabor chocolate.

O texto determina, por exemplo, que o chocolate deverá conter, no mínimo, 35% de sólidos totais de cacau, dos quais pelo menos 18% deverão ser manteiga de cacau. Já o chocolate ao leite deverá conter, no mínimo, 25% de sólidos totais de cacau.

A nova legislação também obriga que os rótulos contenham a informação sobre a porcentagem de cacau nos produtos, com destaque na parte frontal da embalagem. O objetivo é facilitar a identificação pelo consumidor. Produtos que não atenderem às definições previstas na lei não poderão utilizar elementos que induzam o consumidor a erro quanto à identificação como chocolate.

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As empresas que descumprirem as regras estarão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. A lei estabelece ainda prazo de 360 dias após a publicação oficial para entrada em vigor das novas exigências.

Maior qualidade e produção local
O projeto que deu origem à lei foi aprovado pelo Plenário do Senado em abril. A proposta teve origem no PL 1769/19, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), e voltou à análise dos senadores após alterações feitas pela Câmara dos Deputados.

O relator no Plenário da Câmara, onde a última votação foi em 17 de março, foi o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). Ele apresentou um substitutivo em que trouxe conceitos para definir os subprodutos da amêndoa do cacau usados na fabricação dos derivados de cacau.

Almeida avalia que o perfil do chocolate no Brasil tem mudado para produtos de maior qualidade e valorização de produtores locais, em especial aqueles com práticas sustentáveis de produção.

Porém, o deputado afirmou que as informações nos rótulos não são claras.

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“Não são raros os casos de produtos com baixíssimo teor de cacau que se apresentam como ‘chocolates de verdade’, ou que, de modo ainda mais grave, tentam confundir o consumidor rotulando-se como sabor chocolate”, disse.

Para Almeida, ao exigir que fabricantes e importadores indiquem, de forma ostensiva, o teor de cacau em seus produtos, busca-se equilibrar as relações de consumo, reduzir as diferenças de informação e assegurar que o consumidor exerça sua liberdade de escolha.

“O projeto permite ao consumidor comparar produtos de maneira informada e consciente”, afirmou.

Da Agência Senado
Edição – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Ricardo André Vieira Diniz será o novo embaixador nas Bahamas

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) a indicação de Ricardo André Vieira Diniz para o cargo de embaixador do Brasil nas Bahamas. A indicação presidencial (MSF 18/2026) recebeu parecer do senador Sergio Moro (PL-PR) e foi aprovada com 42 votos favoráveis e 1 contrário.

O indicado é ministro de segunda classe do Ministério das Relações Exteriores. Em 1986, ingressou no Instituto Rio Branco, onde cursou o programa de preparação à carreira de diplomata. Em 2007, concluiu o Curso de Altos Estudos, com trabalho sobre o processo de integração regional no continente africano, com foco na África austral. Entre outras funções, Ricardo André Vieira Diniz foi cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral em Miami, primeiro-secretário e conselheiro na Embaixada em Pretória, ministro-conselheiro na Embaixada em Montevidéu, embaixador em Saint Georges, Granada, e em Gaborone, Botsuana, e cônsul-geral-adjunto no Consulado-Geral na Cidade do Cabo.

Brasil e Bahamas estabeleceram relações diplomáticas em 1978. Em 2005, o Brasil abriu embaixada residente em Nassau. Segundo o relatório do Ministério das Relações Exteriores, as Bahamas têm sido parceiras do Brasil no Caribe em temas como sustentabilidade ambiental, segurança regional, reforma das instituições de governança global e apoio a candidaturas brasileiras em organismos internacionais.

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Em 2025, o comércio bilateral totalizou US$ 412 milhões, com déficit brasileiro de US$ 14,3 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 198,8 milhões, com predominância de óleos combustíveis de petróleo, minerais betuminosos, carnes de aves e carne bovina. As importações chegaram a US$ 213,1 milhões e foram quase integralmente compostas pelso combustíveis e minerais.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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