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Wilson Santos apresenta projeto para elevar qualidade do asfalto em MT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº 688/2026 que busca tornar obrigatória a utilização do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) em todas as obras de pavimentação, recapeamento e recuperação asfáltica executadas pelo governo do estado. A proposta foi apresentada na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última quarta-feira (27), durante sessão plenária.

“Na minha concepção, esse projeto coloca o fim dessa questão da pavimentação asfáltica em Mato Grosso. Passei na Prefeitura de Cuiabá por cinco anos e adotei que não usaríamos a capa asfáltica do tratamento superficial simples ou duplo. Todo o asfalto teria que ter capa CBUQ. Assim, com a aprovação, daqui para a frente nós só vamos usar o CBUQ na capa asfáltica, porque o que está acontecendo é inaceitável. Diversos municípios do estado mostram a péssima qualidade do asfalto”, declarou.

Na justificativa da proposta, Wilson Santos destaca que o CBUQ é reconhecido nacionalmente pela elevada resistência e durabilidade, sendo composto por agregados minerais e ligante betuminoso produzidos sob rigoroso controle técnico. O material apresenta melhor desempenho estrutural, suporta com mais eficiência o tráfego intenso de veículos pesados e oferece maior resistência às variações climáticas.

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“Os maiores custos de uma obra viária estão concentrados na drenagem, base e sub-base, e investir em um revestimento mais resistente representa economia a longo prazo. Se aprovarmos aqui, que a Sinfra só está autorizada a fazer asfaltos assim, nunca mais o deputado vai subir na tribuna para reclamar de asfalto mal feito ou da chamada casca de ovo”, explica o parlamentar.

A proposta recebeu apoio de outros parlamentares, como o deputado Eduardo Botelho (MDB) que destacou que o intenso fluxo de caminhões e carretas exige um padrão mais robusto de pavimentação. “Tem que ser CBUQ. O trânsito pesado, esse asfalto não suporta o peso dos caminhões e carretas que circulam em Mato Grosso. Tem que realmente fazer essa mudança. Se a Assembleia quiser fazer essa lei neste sentido, tem o meu apoio. Foi feito em Cuiabá e resolveu os problemas de vários bairros”, defendeu.

Já o deputado estadual Nininho (Republicanos) ponderou que, além da escolha do revestimento, é fundamental aprimorar os projetos de engenharia e a estrutura das rodovias para acompanhar o crescimento da produção agrícola e do fluxo logístico do estado.

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“O nosso estado precisa melhorar o nível dos projetos. Muitas vezes, a rodovia é planejada para uma determinada demanda e, quando a obra fica pronta, o volume de caminhões já é muito maior. Também temos problemas relacionados ao lençol freático, drenagem e escoamento das águas. Em determinadas regiões é preciso fazer um asfalto que dê sustentação e resolver os problemas da base”, observou.

De acordo com a matéria, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) deverá adotar o CBUQ como revestimento obrigatório em obras realizadas pelo Estado, observando as normas técnicas e os critérios de engenharia estabelecidos em regulamento. Com isso, vai diminuir os custos de recuperação das vias públicas e garantir melhor aplicação dos recursos públicos. A proposta também prevê benefícios para a mobilidade urbana e rodoviária, aumento da segurança viária e redução dos problemas causados por buracos e deterioração precoce dos pavimentos.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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