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Rede Municipal de Várzea Grande se aproxima de 40 mil alunos e registra crescimento histórico no Censo Escolar 2026

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A Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande vive um dos maiores momentos de expansão de sua história. Os números da matrícula inicial do Censo Escolar 2026 apontam um crescimento expressivo no número de estudantes atendidos pelo Município, que passou de cerca de 33 mil para quase 40 mil alunos matriculados.

O período oficial de coleta de dados do Censo Escolar 2026 – Matrícula Inicial ocorre entre 27 de maio e 31 de julho. Os números preliminares já demonstram o avanço da rede municipal, resultado de ações estratégicas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) para ampliar o acesso à educação e reduzir a fila de espera, especialmente na Educação Infantil.

A expectativa é que a rede alcance oficialmente a marca de 40 mil estudantes com a inauguração de duas novas unidades educacionais: o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Gervado Bueno Dias e a nova Escola Municipal de Educação Básica (EMEB), localizados nas regiões dos bairros Chapéu do Sol e Santa Isabel.

De acordo com a coordenadora do Departamento de Legislação e Normas da SMECEL, Eva de Paulo Vieira Santos, o crescimento é resultado de um trabalho técnico que envolveu busca ativa de estudantes, reorganização da oferta de vagas e atualização dos critérios de atendimento.

“Nós realizamos uma busca ativa e identificamos alunos que estavam há mais de dez dias sem frequentar a escola, sem que a unidade soubesse o motivo. Conseguimos localizar essas famílias e, em muitos casos, remanejar as crianças para escolas mais próximas dos novos endereços. Esse trabalho permitiu atualizar a lista de espera e garantir que as vagas chegassem a quem realmente precisava”, explicou.

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Eva destaca que os avanços foram especialmente significativos na Educação Infantil.

“Destacamos com entusiasmo o salto expressivo no atendimento do Berçário I, que ampliou sua capacidade de 200 para 624 crianças atendidas, representando um crescimento superior a 200% na oferta de vagas para a primeiríssima infância. Esse resultado reflete planejamento estratégico, investimentos adequados e o comprometimento de toda a equipe pedagógica e administrativa, que tem transformado a realidade educacional de Várzea Grande por meio de uma educação pública inclusiva e de qualidade”, afirmou.

Segundo a coordenadora, uma das principais medidas adotadas foi a elaboração de uma nova portaria, alinhada à legislação municipal, permitindo ampliar a capacidade de atendimento sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.

“Elaboramos uma nova portaria com base na resolução municipal que regulamenta a proporção entre crianças e profissionais. Houve ampliação do número de vagas em algumas turmas, mas também reforçamos o quadro de servidores para manter a qualidade do atendimento. Onde antes havia dois Técnicos de Desenvolvimento Infantil, passamos a contar com três profissionais. Tudo foi realizado após uma análise criteriosa das unidades e respeitando as condições estruturais de cada espaço”, destacou.

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A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressalta que o crescimento registrado no Censo Escolar é reflexo de uma gestão comprometida com a ampliação do acesso à educação pública.

“Alcançar quase 40 mil alunos matriculados é um marco histórico para a educação de Várzea Grande. Esse resultado demonstra que estamos trabalhando com planejamento, responsabilidade e compromisso com as famílias. Ampliamos vagas, reduzimos a fila de espera, fortalecemos nossas equipes e estamos entregando novas unidades escolares para atender a uma demanda crescente. Nosso objetivo é garantir que toda criança tenha acesso à educação de qualidade, perto de casa e em um ambiente adequado para aprender e se desenvolver”, afirmou.

Com investimentos em infraestrutura, gestão eficiente das vagas e fortalecimento das políticas educacionais, Várzea Grande consolida sua posição entre as maiores redes municipais de ensino de Mato Grosso e se aproxima da marca histórica de 40 mil estudantes atendidos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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