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Moradores de Lucas do Rio Verde cobram contorno viário na BR-163 e buscam melhorias

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta quinta-feira (18), na Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde, uma audiência pública para discutir a construção do contorno viário da BR-163 e os desafios da mobilidade urbana no município. Além de abordar os benefícios da futura obra para o desenvolvimento da cidade, o debate foi marcado pela cobrança de soluções emergenciais para reduzir os congestionamentos e aumentar a segurança nas travessias da rodovia.

A audiência foi solicitada pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e reuniu moradores, comerciantes, representantes da prefeitura de Lucas do Rio Verde, vereadores, o representante da concessionária Nova Rota do Oeste e lideranças políticas.

Durante o encontro, ficou evidente que há consenso sobre a importância do contorno viário para o futuro do município. A obra é considerada estratégica para retirar o tráfego pesado da área urbana, melhorar a logística regional e acompanhar o crescimento acelerado da cidade. No entanto, a principal preocupação dos participantes foi a falta de soluções imediatas para os problemas enfrentados diariamente por quem precisa atravessar a BR-163.

Para Gilberto Cattani, não há divergências sobre a importância do contorno viário para o desenvolvimento de Lucas do Rio Verde. No entanto, ele ressaltou que a população esperava que a audiência apresentasse respostas concretas para os problemas de mobilidade enfrentados atualmente nas travessias urbanas da BR-163.

Segundo o parlamentar, a construção do contorno viário é uma demanda estratégica para acompanhar o crescimento do município e fortalecer o desenvolvimento industrial da região. Porém, como a obra deverá levar alguns anos para ser concluída, é fundamental que sejam adotadas medidas emergenciais para melhorar as condições de tráfego e segurança no trecho urbano da rodovia.

“O contorno viário é importante e todos reconhecem isso. O que estamos cobrando é que sejam apresentadas soluções para os problemas que a população enfrenta hoje. Quem utiliza a BR-163 diariamente não pode esperar anos por uma resposta”, afirmou.

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Um dos momentos mais aguardados da audiência foi o posicionamento da Nova Rota do Oeste sobre as medidas para melhorar as travessias urbanas da BR-163. A expectativa surgiu após a audiência realizada pela Assembleia Legislativa, em maio deste ano, em Cuiabá, quando a concessionária assumiu o compromisso de apresentar propostas para amenizar os problemas de mobilidade no perímetro urbano da rodovia.

Segundo Gilberto Cattani, esse compromisso foi um dos principais motivos para a realização do novo debate em Lucas do Rio Verde. Cattani afirmou estar decepcionado com o fato de a Nova Rota do Oeste não ter apresentado uma proposta definitiva, ressaltando que a população compareceu à audiência na expectativa de conhecer soluções concretas para melhorar a mobilidade e a segurança nas travessias da BR-163.

Representando a empresa, o engenheiro Anderson Gomes informou que o projeto ainda está em fase de estudos e depende da conclusão das análises técnicas e da aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por esse motivo, segundo ele, a concessionária ainda não pode apresentar detalhes definitivos das intervenções previstas.

A manifestação gerou questionamentos entre os participantes da audiência, que esperavam conhecer soluções concretas para os gargalos existentes nas travessias urbanas da rodovia. Anderson Gomes explicou que o projeto prevê medidas voltadas à melhoria da fluidez do trânsito e da segurança viária, incluindo adequações em acessos, implantação de dispositivos operacionais e outras intervenções que ainda passam por avaliação técnica.

O representante da concessionária informou que os estudos deverão ser concluídos nos próximos 30 dias e encaminhados à ANTT para análise. Segundo ele, caso o cronograma seja mantido, as primeiras intervenções poderão começar entre o final de agosto e o início de setembro. Anderson destacou ainda que as ações previstas têm caráter emergencial e buscam amenizar os problemas enfrentados atualmente pela população enquanto avança o planejamento do contorno viário.

O comerciante Renato Canan, proprietário de uma empresa instalada há mais de 15 anos em Lucas do Rio Verde, afirmou que empresários locais estão preocupados com a possibilidade de o atual trecho urbano da BR-163 perder investimentos em infraestrutura, como duplicações e acessos. Segundo ele, a mudança do traçado da rodovia pode impactar a circulação de pessoas, mercadorias e a atividade econômica desenvolvida ao longo da via.

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O vereador Hélio Kaminski (PL) também criticou a ausência de uma proposta definitiva da Nova Rota do Oeste para resolver os problemas nas travessias da BR-163. Segundo ele, a população compareceu à audiência com a expectativa de conhecer medidas concretas para melhorar a mobilidade urbana, compromisso que, de acordo com o parlamentar, havia sido assumido em encontros anteriores. Apesar de defender a implantação do contorno viário, destacou que a cidade precisa de soluções urgentes para os congestionamentos e os riscos enfrentados diariamente por quem utiliza a rodovia.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz (Republicanos) explicou que qualquer intervenção na rodovia depende da concessionária e da aprovação dos órgãos reguladores, já que a BR-163 é uma concessão federal. Segundo ele, a prefeitura mantém diálogo permanente com a Nova Rota do Oeste para buscar alternativas capazes de melhorar a mobilidade enquanto o contorno viário não é implantado.

Entre as medidas discutidas estão a instalação de semáforos inteligentes nos horários de maior fluxo, alargamento de pistas, adequações em cruzamentos, implantação de dispositivos de acesso e possíveis alterações no sentido de algumas vias para reduzir os congestionamentos registrados principalmente nas avenidas Goiás, das Nações e Universitária.

Miguel Vaz também reforçou que a proposta do município para o futuro é transformar o atual trecho urbano da BR-163 em uma grande avenida integrada à cidade, com áreas verdes, espaços de lazer, equipamentos públicos e melhorias na mobilidade urbana, após a transferência do tráfego de longa distância para o contorno viário.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos visita Terminal de Dom Aquino e destaca a importância da expansão ferroviária em MT

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São 162 quilômetros de extensão com capacidade de 10 milhões de toneladas por ano

São 162 quilômetros de extensão com capacidade de 10 milhões de toneladas por ano

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS/Assessoria de Gabinete e Alexandre Alonso/Assessoria de Gabinete

Wilson Santos encontra com senador Wellington nas obras da ferrovia

Wilson Santos encontra com senador Wellington nas obras da ferrovia

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS/Assessoria de Gabinete e Alexandre Alonso/Assessoria de Gabinete

Às vésperas da inauguração do primeiro Terminal Ferroviário da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo, em Dom Aquino, marcada para este sábado (20), a partir das 9 horas, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) realizou visita técnica neste trecho com 162 quilômetros de extensão e capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas por ano. Para ele, o empreendimento representa um marco para a logística de Mato Grosso, com potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico, atrair investimentos e fortalecer a industrialização do estado nas próximas décadas.

O parlamentar foi recepcionado por David Prado Córdova, engenheiro civil e gerente de Planejamento e Qualidade da Rumo Logística, e Andriele Rodrigues, engenheira civil e gerente de Relações Institucionais e Governamentais da empresa em Mato Grosso. Essa é a segunda vez que ele acompanha de perto a evolução das obras, sendo que a primeira visita ocorreu em julho de 2025. Agora, prestes a entrar em operação o primeiro terminal ferroviário do projeto, foi constatado de perto o avanço da infraestrutura que já transformou a paisagem da região e promete ampliar a competitividade da produção estadual.

Para Wilson Santos, a inauguração representa um divisor de águas para o desenvolvimento estadual. Ele lembrou que Mato Grosso lidera a produção agropecuária nacional, mas historicamente enfrenta gargalos logísticos que limitam sua competitividade. “Olha nós de novo agora para entregar um trecho de 162 quilômetros de uma das maiores obras do Brasil. Eu estive aqui no ano passado acompanhando os trabalhos. Foram três anos de obras ininterruptas, mais de cinco mil colaboradores e cerca de R$ 5 bilhões em investimentos. Parabenizo a Rumo, o Governo do Estado e todos que acreditaram nesse projeto”, posicionou.

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Segundo Andriele Rodrigues, o empreendimento beneficiará diretamente municípios como Dom Aquino, Primavera do Leste, Campo Verde, Poxoréu e toda a região do entorno. “Essa é a maior obra ferroviária em execução do Brasil. Estamos concluindo essa primeira fase com a inauguração neste final de semana, trazendo desenvolvimento para toda a região. Não apenas desenvolvimento econômico, mas também social”, declarou.

A engenheira ressaltou ainda que o projeto contou com apoio dos municípios, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Governo do Estado ao longo de sua execução. Para ela, a ferrovia representa um avanço estratégico para a logística nacional, permitindo maior eficiência no escoamento da produção mato-grossense rumo aos portos brasileiros e aos mercados internacionais.

Cuiabá – Durante a visita, Andriele também apresentou novidades sobre o futuro ramal ferroviário de Cuiabá, em que a Rumo já protocolou junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) o pedido de licença de instalação para os primeiros 45 quilômetros do trecho. A próxima etapa será o refinamento dos projetos de engenharia e a definição do traçado definitivo. “O mesmo cuidado adotado neste trecho será aplicado no ramal para Cuiabá. Foram mais de 2,5 mil estudos para definição do traçado da ferrovia. O objetivo é buscar a melhor solução técnica, econômica e ambiental”, explicou.

Dom Aquino – Ana Carolina, responsável pela futura operação do Terminal de Dom Aquino, destacou o impacto social do empreendimento na geração de empregos. Ela informou que mais de 200 colaboradores estão sendo contratados para atuar no complexo logístico, todos provenientes da própria região.

Ela esclarece que o terminal foi projetado para garantir alta eficiência operacional. Atualmente, a expectativa é receber cerca de 35 caminhões por hora, reduzindo o tempo de permanência dos veículos e aumentando a produtividade logística. “É muito gratificante participar da implantação de uma estrutura desta dimensão. Estamos impulsionando a geração de emprego e renda para centenas de famílias”, disse.

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Obras – O engenheiro David Prado Córdova relembrou os desafios enfrentados durante os três anos de construção da primeira etapa da ferrovia. Conforme ele, mais de cinco mil trabalhadores participaram diretamente das obras, além da utilização de aproximadamente dois mil equipamentos. “O maior desafio foi a mobilização das pessoas. Tivemos mais de 3.500 colaboradores alojados ao longo da obra. Do ponto de vista técnico, encontramos uma realidade diferente daquela normalmente associada ao Mato Grosso. A região apresentou desafios geotécnicos importantes, especialmente em áreas de solo arenoso, além de períodos de chuvas históricas que exigiram muito esforço das equipes”, relatou.

Ele destacou ainda que o Terminal Ferroviário de Dom Aquino inicia suas operações com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas por ano, contando com equipamentos de última geração, cinco tombadores de caminhões e capacidade de armazenagem entre 40 mil e 50 mil toneladas de grãos.

Wilson avalia que a nova estrutura vai além do transporte de grãos. Para ele, a melhoria logística cria condições para atrair novos investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular a industrialização do estado. “Mato Grosso é o estado brasileiro que mais recebe prospecções para investimentos nacionais e internacionais, mas sempre esbarramos na falta de infraestrutura. Agora começamos a receber uma infraestrutura de qualidade, de padrão internacional, capaz de garantir que toda a produção chegue aos portos com mais eficiência. Isso significa mais desenvolvimento, mais empregos, mais oportunidades e melhor distribuição de renda”, destacou.

Plano ferroviário – A Ferrogrão é a primeira ferrovia estadual do Brasil, em que foi formalizada, em 2021, por meio de um contrato entre o Governo de Mato Grosso e a Rumo Logística. A obra faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e conta com 100% de investimento privado. O projeto prevê um traçado de aproximadamente 740 km de linha férrea, passando por 16 municípios, desde Rondonópolis até Lucas do Rio Verde, com um ramal para Cuiabá e ligação ao Porto de Santos.

Fonte: ALMT – MT

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