POLÍTICA NACIONAL

Senado adia votação de projeto para ampliação da produção nacional de fertilizantes

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O Senado adiou para agosto a votação da proposta que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta é um substitutivo da Câmara ao PL 699/2023.

Embora a matéria tenha sido incluída na pauta do Plenário desta terça-feira (14) em regime de urgência, governo e parlamentares fizeram um acordo para que a sua votação ocorra juntamente com a de um projeto de lei complementar — que ainda será apresentado.

O objetivo desse projeto de lei complementar é resolver problemas legais e fiscais que o governo apontou na proposta.

A proposta

O Profert tem como objetivo ampliar a produção nacional de fertilizantes, reduzir a dependência das importações desses insumos e estimular investimentos no setor.

A iniciativa teve origem em um projeto de lei do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que posteriormente foi aprovado pela Câmara dos Deputados com mudanças que ampliaram o alcance do Profert. Além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, o texto passou a tratar também de bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e suas respectivas matérias-primas.

O substitutivo da Câmara também prevê a criação do Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes (destinado ao financiamento de projetos) e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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Laércio Oliveira ressaltou que a dependência brasileira de fertilizantes importados torna o país vulnerável a crises internacionais e eleva os custos da produção agrícola, com reflexos nos preços dos alimentos. O Profert, argumenta ele, pode reduzir essa dependência por meio de incentivos à produção nacional, ao financiamento e à inovação no setor.

— O fertilizante deixou de ser apenas uma questão agrícola. Passou a ser uma questão de segurança nacional, segurança alimentar e estabilidade econômica — afirmou o senador.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) reiterou que o programa tem importância estratégica não apenas para a agricultura, mas também para a segurança alimentar e a defesa nacional.

Ela disse que o Brasil dificilmente será autossuficiente em fertilizantes, mas defendeu o aumento da produção nacional para reduzir a vulnerabilidade do país diante de crises internacionais.

Acordo para votação

Segundo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o adiamento permitirá resolver os “óbices fiscais” e legais que o Executivo apontou na proposta — ela citou como exemplo os trechos que tratam de renúncias tributárias, entre outros assuntos.

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O projeto de lei complementar a ser apresentado, argumentou Teresa Leitão, resolverá esses problemas, viabilizando assim a criação do Profert.

Laércio Oliveira concordou com o acordo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reiterou que a intenção é votar as duas matérias no mesmo dia.

— Para dirimir as dúvidas quanto a uma possível inconstitucionalidade, (…) nós vamos votar no Senado o PLP [projeto de lei complementar] junto com o projeto de lei [que cria o Profert]. E vamos mandar os dois para a sanção [da Presidência da República] — declarou Davi.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Poder Executivo anuncia MPs contra bets e endividamento das famílias

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Foram anunciadas pela Presidência da República, no início da noite desta sexta-feira (25), duas medidas provisórias (MPs), uma delas proibindo as chamadas apostas por quota fixa, conhecidas como bets, e outra com ações para aliviar a situação de endividamento das famílias, programa batizado como Desenrola Brasil 3.0.

No mesmo evento em São Paulo que tratou da edição das MPs, também foi anunciado um projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo, que tipifica crimes relacionados aos jogos de azar on-line. As MPs passam a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.  

Calendário

A partir da publicação da MP, não serão mais permitidas as apostas on-line no país. No caso de aportes já feitos, a MP prevê a devolução dos saldos em contas em sites desse tipo.

Também a partir da entrada em vigor do texto, não será permitida nova contratação de publicidade de apostas. O que já foi contratado poderá ser veiculado até o dia 5 de outubro, quando também deverá ocorrer a retirada dos sinais visíveis de patrocínio. Veja algumas datas do calendário da MP.

  • 5 de outubro: prazo para os usuários retirarem voluntariamente o dinheiro dos aportes que fizeram nas plataformas.
  • 6 de outubro: sites de apostas serão bloqueados no país, redirecionando à informação sobre a devolução de valores.
  • 7 e 8 de outubro: empresas de apostas informarão aos bancos os saldos das contas dos apostadores.
  • 9 a 14 de outubro: os bancos farão a devolução dos valores aos apostadores que tiverem contas.
  • A partir de 14 de outubro: em caso de algum impedimento no processo, a Caixa Econômica Federal intermediará a devolução aos apostadores.
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Proteção

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre 2018 e 2025 os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceram cerca de 140% para questões ligadas ao jogo patológico.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou no evento de apresentação das medidas provisórias que o público-alvo da MP para redução do endividamento são as famílias com dívidas em atraso de dois anos a quatro anos e meio. A estimativa é que as dívidas dessas famílias cheguem a R$ 300 bilhões. O objetivo é reduzir em 50% esse valor.

De acordo com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, o governo reforçará a remoção de sites ilegais e investigações das movimentações financeiras. Veja algumas medidas previstas na MP do fim das bets:

  • Força-tarefa composta por diversos órgãos do governo;
  • Integração de forças e compartilhamento de informações estratégicas;
  • Reforço da estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal sobre o tema;
  • Oferecimento do canal www.gov.br/falabr para denúncias sobre bets e jogos on-line.

Projeto de lei

O governo anunciou que vai enviar ao Legislativo um projeto de lei que tipifica crimes específicos relacionados aos jogos on line. De acordo com a minuta do projeto, a pena será de quatro até seis anos de cadeia, além de multa, para quem operar ou explorar as bets de forma irregular. Influenciadores que lucram com a divulgação de apostas ilegais também poderão ser responsabilizados pela proposta, com pena de até quatro anos de prisão.

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O texto também vai, segundo o Executivo, transformar em crime o uso de dados pessoais com o objetivo de captar apostadores ou direcionar publicidade de bets. A pessoa que fornecer, negociar, comercializar ou utilizar cadastros e listas de dados para essa finalidade poderá pegar de dois a quatro anos de cadeia, além de multa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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