AGRONEGÓCIO

Agro brasileiro amplia exportações de carnes, frutas e insumos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, nesta sexta-feira (17.04), a abertura de 29 novos mercados em nove países apenas nos primeiros 17 dias de abril, ampliando o acesso para produtos como proteínas animais, frutas, sementes e insumos. O movimento reforça a estratégia de diversificação de destinos em um cenário de maior competição global.

Entre os destaques está o Vietnã, que passou a autorizar a importação de pés e miúdos suínos e miúdos bovinos. A abertura amplia o aproveitamento comercial da carcaça e melhora a rentabilidade da indústria exportadora, ao permitir a venda de itens com menor valor no mercado interno, mas com demanda consistente no exterior.

Em 2025, o Vietnã importou o equivalente a cerca de R$ 17,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para milho, complexo soja, fibras e têxteis, consolidando-se como um dos mercados relevantes na Ásia.

No Oriente Médio, a Arábia Saudita abriu mercado para uma série de frutas brasileiras, incluindo citros, mamão, melancia, gengibre e goiaba, ampliando as oportunidades para a fruticultura nacional em regiões de alto consumo e baixa produção local.

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Na África, a Etiópia concentrou o maior número de aberturas, com autorização para importação de carnes bovina, suína e de aves, além de produtos lácteos, pescados, genética animal e insumos para alimentação. O movimento amplia o acesso a um mercado com forte potencial de crescimento populacional e demanda por proteína.

Outros avanços incluem a liberação de carne de frango termoprocessada e maçãs para El Salvador, uvas para o Azerbaijão, feno para a Jordânia, sementes de pimenta para o Peru, além de produtos voltados à nutrição animal nas Filipinas.

No caso de Angola, a abertura para exportação de oócitos ovinos e caprinos insere o Brasil em um nicho de maior valor agregado, ligado à genética animal. Em 2025, o país africano importou cerca de R$ 1,9 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

O desempenho comercial acompanha o ritmo das exportações. No primeiro trimestre de 2026, o agronegócio brasileiro embarcou cerca de R$ 190,5 bilhões, alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e recorde para o intervalo de janeiro a março.

Com os novos anúncios, o Brasil acumula 578 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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Na prática, a ampliação de mercados reforça a capacidade do agro brasileiro de escoar produção, reduzir dependência de destinos tradicionais e agregar valor, especialmente em segmentos como proteína animal e genética, que têm maior impacto direto sobre a renda do produtor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Sob articulação do ex-ministro Neri Geller, entidades do agro alertam o MAPA sobre endividamento rural

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O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).
O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A preocupação com o avanço do endividamento no campo esteve no centro de uma reunião entre representantes do setor produtivo e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, articulada pelo ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A agenda teve como foco a busca por alternativas para enfrentar o cenário financeiro que afeta produtores rurais em diversas regiões do país, especialmente diante dos impactos acumulados por adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

Com ampla experiência no setor e forte interlocução em Brasília, Neri Geller atuou na aproximação entre as entidades e o Governo Federal para que a situação fosse apresentada diretamente ao Ministério da Agricultura.

Durante a reunião, os representantes das entidades destacaram a necessidade de construção de soluções que permitam a recuperação da capacidade financeira dos produtores e garantam condições para a continuidade da atividade agropecuária, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Os números demonstram a dimensão do desafio. Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, apontam que o saldo de crédito rural problemático alcançou R$ 186,5 bilhões no Brasil em abril de 2026. Em Mato Grosso, o montante chegou a R$ 21,8 bilhões, representando aproximadamente 20,2% do saldo total das operações de crédito rural do estado.

Segundo as entidades, o crescimento desse passivo preocupa não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio, com reflexos sobre fornecedores, cooperativas, revendas, transportadoras, prestadores de serviços e os municípios cuja arrecadação depende diretamente da atividade agropecuária.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT apresentou contribuições para o debate sobre mecanismos que possam facilitar a reorganização financeira dos produtores mais afetados pela crise, defendendo critérios técnicos e segurança jurídica para eventuais medidas de renegociação.

Para o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, é fundamental que as soluções adotadas alcancem os produtores que enfrentam dificuldades decorrentes de perdas climáticas, produtivas e econômicas registradas nos últimos anos.

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De acordo com Neri Geller, a discussão sobre o endividamento rural precisa ser tratada como uma questão estratégica para a economia nacional.

“Não há como tratar da recuperação da atividade sem falar da retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. Quanto mais essa medida for postergada, sem uma solução concreta sobre o endividamento, mais estaremos comprometendo fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária no País”, afirmou.

A expectativa das entidades é que o diálogo com o Ministério da Agricultura contribua para acelerar a construção de alternativas capazes de preservar a atividade produtiva, garantir a continuidade dos investimentos no campo e reduzir os impactos econômicos do atual cenário de endividamento.

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