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Colheita da soja em MT chega a 99% e safrinha está totalmente plantada

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) informou por meio de boletim, que a colheita da soja em Mato Grosso alcançou 99,06% da área da safra 2025/26 até a última sexta-feira (20.03), indicando praticamente o encerramento dos trabalhos no principal Estado produtor do País. Na última semana, o avanço foi de 2,64 pontos porcentuais, mantendo o ritmo de finalização das lavouras.

Na comparação com o ciclo anterior, o andamento está ligeiramente mais lento. No mesmo período de 2025, a colheita atingia 99,48%, diferença de 0,42 ponto porcentual. O atraso é pontual e não comprometeu o calendário da segunda safra, já que a maior parte das áreas foi liberada dentro da janela ideal.

Os trabalhos já foram concluídos nas regiões médio-norte, noroeste e norte. No oeste, a colheita está praticamente finalizada, com 99,87% da área, enquanto o centro-sul registra 98,97%. As regiões nordeste (97,63%) e sudeste (97,94%) ainda concentram as áreas remanescentes, mas também caminham para o encerramento.

Com a retirada da soja, o plantio do milho de segunda safra foi totalmente concluído no Estado. A semeadura atingiu 100% da área prevista até 20 de março, repetindo o padrão observado no ciclo passado, quando os trabalhos também já estavam praticamente encerrados nesse período.

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O cumprimento da janela de plantio mantém o potencial produtivo do milho, que agora passa a depender das condições climáticas nas próximas semanas. Para o produtor, o cenário é de transição: da colheita recorde de soja para o desenvolvimento da safrinha, etapa que concentra boa parte da renda no Estado.

Fonte: Pensar Agro

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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