AGRONEGÓCIO

Com fim do shutdown USDA volta a publicar relatório e acalma agro internacional

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a publicar seu relatório mensal nesta sexta-feira (14,.11) após o fim do maior shutdown da história do país. O atraso na divulgação vinha preocupando o mercado agrícola internacional, especialmente devido ao papel dos EUA na oferta global de grãos.

Segundo o novo relatório, a estimativa para a produção de soja nos Estados Unidos caiu para 115,75 milhões de toneladas, redução causada pela menor produtividade nas lavouras. Os estoques finais do país também foram revisados para baixo, agora em 7,89 milhões de toneladas, com as exportações reduzidas para 44,49 milhões de toneladas devido ao avanço das vendas brasileiras e às condições favoráveis da Argentina, que baixou impostos sobre exportações em setembro. O aperto na oferta fez o preço médio da soja nos EUA subir de R$ 53,00 para R$ 55,65 por bushel.

No milho americano, houve corte na produtividade e produção estimada, agora em 426,7 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram ajustadas para cima, com previsão de 78,7 milhões de toneladas e estoques finais de 55,9 milhões.

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O Brasil manteve ritmo forte, com produção de soja estimada em 175 milhões de toneladas, exportações de 112,5 milhões e estoques finais em 36,36 milhões de toneladas. Para o milho, a safra 2025/26 segue em 131 milhões de toneladas, exportações em 43 milhões e estoques finais de 3,53 milhões.

Na Argentina, estimativa de produção de soja é de 48,5 milhões de toneladas, exportações de 8,25 milhões e estoques finais em 22,85 milhões. Para o milho argentino, produção permanece em 53 milhões de toneladas, exportações em 37 milhões e estoques finais subindo para 4,19 milhões.

No quadro mundial, o USDA projeta produção global de soja em 421,75 milhões de toneladas, abaixo dos 425,87 milhões previstos no relatório anterior. Para o milho, a projeção está em 1,287 bilhão de toneladas no ciclo 2025/26. Os dados confirmam maior competitividade do Brasil e Argentina e uma oferta mais ajustada dos EUA no mercado internacional de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Aprosoja-MT diz como evitar problemas legais após incêndios nas lavouras

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Com a chegada do período mais seco do ano, os incêndios em áreas rurais voltam a figurar entre as maiores ameaças ao agronegócio em Mato Grosso. Mais do que combater as chamas, o produtor precisa estar atento à segurança jurídica: em muitos casos, o agricultor que já foi vitimado pelo fogo acaba sofrendo questionamentos e investigações indevidas sobre a origem das ocorrências.

A recomendação central da Aprosoja-MT é a profissionalização da resposta imediata ao sinistro. A percepção de que o produtor seria o causador das queimadas é um equívoco que custa caro, alerta Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade. “Na prática, o produtor está entre os maiores prejudicados, já que o fogo compromete a fertilidade do solo, reduz a produtividade e coloca em risco lavouras, máquinas, animais e pessoas”, afirma.

Para se resguardar, a orientação técnica é clara e não admite improvisos. Assim que o foco é controlado, o produtor deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando data, hora e circunstâncias do início do fogo. A formalização em cartório, por meio de uma ata notarial, é considerada um diferencial jurídico, pois documenta com fé pública a situação da propriedade imediatamente após a passagem das chamas.

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O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, que enfrentou um grande incêndio em sua própria fazenda em 2020, destaca que o registro detalhado é a única forma de provar que a propriedade foi alvo e não a fonte do desastre. “Além dos danos imediatos, o fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo, afetando a matéria orgânica, a microbiota e a capacidade de retenção de umidade, fatores essenciais para a produtividade agrícola”, diz Cervo. Ele reforça que, durante o combate, todo registro — seja por fotos, vídeos ou depoimentos das equipes de brigada — deve ser centralizado para compor o dossiê de defesa.

A estratégia de defesa começa muito antes da primeira chama. O treinamento de brigadas próprias e o investimento em equipamentos de combate — como reservatórios, bombas costais e aceiros bem planejados — fazem parte da gestão de risco nas propriedades mato-grossenses. A integração rápida com o Corpo de Bombeiros e vizinhos de área também é um ponto de controle que, além de conter a propagação, demonstra a boa-fé e o empenho do produtor em proteger o ecossistema.

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A entidade reforça que, neste período de estiagem, a documentação é o braço direito do agricultor. Manter os protocolos das autoridades atualizados e o histórico da propriedade organizado não é apenas burocracia, mas a garantia de que o patrimônio e a reputação do produtor estarão protegidos contra eventuais acusações infundadas.

Fonte: Pensar Agro

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