AGRONEGÓCIO

Tecnologia da Embrapa ajuda produtores a combater pragas e reduzir defensivos

Publicado em

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acaba de dar mais um passo no avanço da agricultura de precisão no Brasil. Em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a instituição desenvolveu o MonitoraOeste — uma ferramenta digital gratuita que permite aos produtores do Oeste da Bahia monitorar, em tempo real, o risco de pragas e doenças nas lavouras de soja e algodão.

O sistema integra dados meteorológicos e informações coletadas no campo, como a captura de esporos e insetos em armadilhas, para gerar mapas de risco e alertas personalizados. Com isso, o agricultor pode decidir com mais precisão o momento certo de aplicar defensivos, evitando desperdícios e reduzindo a exposição desnecessária de plantas, solo e pessoas aos produtos químicos.

Mais do que um aplicativo, o MonitoraOeste representa uma mudança na lógica de manejo: sai o uso preventivo e generalizado de defensivos, entra o uso racional e localizado, guiado por dados. Entre os alvos monitorados estão a ferrugem asiática da soja, a mancha-da-ramulária no algodoeiro e o bicudo-do-algodão — praga que há décadas desafia a produção no cerrado baiano.

Leia Também:  Conab projeta safra recorde de 330 milhões de toneladas em 2024/25

A ferramenta está disponível em versão mobile para Android e iOS, e também em plataforma web, com visualizações por município, cultura e núcleo fitossanitário. Segundo a Embrapa, o sistema foi construído a partir de uma rede colaborativa entre pesquisadores, técnicos, produtores e instituições ligadas ao setor agrícola.

Além da Abapa, participam do projeto a Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento (Faped), o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), a Fundação Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), além de consultorias técnicas e diferentes unidades da Embrapa, como a Embrapa Algodão, Embrapa Soja e Embrapa Agricultura Digital.

A expectativa é que a adoção do MonitoraOeste cresça nos próximos ciclos, contribuindo não só para o aumento da produtividade, mas também para a redução de custos, riscos ambientais e emissões de gases de efeito estufa. Para os idealizadores, trata-se de um exemplo claro de como ciência, tecnologia e cooperação podem se traduzir em ganhos concretos para o campo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

Published

on

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

Leia Também:  Conab projeta safra recorde de 330 milhões de toneladas em 2024/25

Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

Leia Também:  32º Congresso da Abitrigo reúne setor para debater desafios e oportunidades

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA