AGRONEGÓCIO

Começou bem: Brasil diversifica e conquista novos mercados nos EUA

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Enquanto soja, milho e carne bovina continuam sendo os carros-chefe das exportações do agronegócio brasileiro, um novo capítulo está sendo escrito com produtos menos tradicionais ganhando destaque no mercado internacional.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos, com um crescimento significativo em segmentos como café, bebidas, produtos florestais, derivados de cacau e carnes.

Esse movimento reforça a diversificação da pauta exportadora do país, mas ocorre em um contexto de incertezas e desafios, especialmente diante das políticas comerciais do governo Trump.

Um dos marcos recentes nesse cenário foi o anúncio feito pelos Estados Unidos, que autorizaram a entrada de três novos produtos brasileiros sem a necessidade de certificação fitossanitária:

  • Macadâmia: O fruto seco de macadâmia, conhecido por seu alto valor nutricional e uso em gastronomia, tem ganhado espaço no mercado internacional. O Brasil, que já é um dos maiores produtores mundiais, agora tem a chance de ampliar sua participação no mercado americano, que consome grandes quantidades do produto.
  • Farelo de Mandioca: Utilizado principalmente na alimentação animal, o farelo de mandioca é um subproduto versátil e de alta demanda. A abertura do mercado americano pode impulsionar a produção nacional, beneficiando agricultores familiares e pequenas indústrias.
  • Fibra de Coco: A fibra de coco, amplamente utilizada na indústria de substratos para horticultura e paisagismo, é outro produto que ganhou destaque. Com a autorização para exportação aos EUA, o Brasil pode explorar ainda mais esse nicho, que tem crescido consistentemente nos últimos anos.
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Segundo o Ministério da Agricultura, a abertura de mercado para esses produtos deve beneficiar especialmente pequenos e médios produtores, que terão a chance de expandir suas operações e aumentar a rentabilidade. “Essa é uma oportunidade única para diversificar a produção e agregar valor aos produtos brasileiros, que já são reconhecidos mundialmente pela qualidade”, afirmou o ministério em nota.

Com essa conquista, o Brasil alcançou 13 aberturas de mercado em 2025, consolidando sua posição como um dos principais players globais do agronegócio. Além dos EUA, outros países têm demonstrado interesse em produtos brasileiros não tradicionais, como frutas tropicais, castanhas e derivados de mandioca.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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