AGRONEGÓCIO

Égua é vendida por R$ 11 milhões e é a mais cara do país

Publicado em

A criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador ganhou destaque no cenário brasileiro com a recente venda de 50% da égua Figueira Luekim Sapecado, que alcançou a marca de R$ 5,55 milhões em um leilão realizado no mês passado. Com essa negociação, a valorização total da égua chegou a R$ 11 milhões, consolidando-a como o Mangalarga Marchador mais caro do país.

Essa venda é um reflexo do crescente interesse pela raça, conhecida por sua versatilidade, beleza morfológica e temperamento dócil, características que atraem tanto criadores quanto investidores.

A égua Figueira Luekim Sapecado, por exemplo, carrega uma genética de alto nível, sendo filha do renomado reprodutor Palhaço Porteira Azul, famoso por transmitir suas qualidades aos descendentes. Além disso, Sapecado tem um histórico vitorioso em competições, como o título de Campeã das Campeãs Nacional de Marcha Jovem 2023.

A comercialização de exemplares como Sapecado demonstra o peso do mercado de equinos no Brasil, que movimenta cerca de R$ 90 bilhões por ano, de acordo com estimativas do setor. A raça Mangalarga Marchador é uma das que mais contribuem para esses números, destacando-se tanto em competições quanto na reprodução.

Leia Também:  Estado avança na aquicultura e mira espaço maior entre os líderes nacionais

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

Published

on

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

Leia Também:  Inadimplência dispara, supera R$ 205 bilhões e acende alerta no agronegócio

Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

Leia Também:  Demanda alta destrava preços e dá novo fôlego ao mercado de suínos

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA