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Encontro ruralista debate papel do agro rumo à COP‑30

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Com foco nos desafios e nas oportunidades do setor agropecuário na Amazônia, o 63º Encontro Ruralista foi realizado quinta e sexta-feira (03 e 04.07), no Palácio da Agricultura, em Belém, capital do Pará. Organizado pelo Sistema Faepa/Senar em parceria com sindicatos rurais e núcleos regionais, o evento reuniu produtores, técnicos, gestores públicos e especialistas para discutir os caminhos do Pará rumo à COP‑30, que ocorrerá no estado em 2025.

Sob o tema “Os Desafios do Agro Pará a Caminho da COP‑30”, a programação incluiu painéis técnicos sobre regularização fundiária, rastreabilidade, inovação tecnológica, reforma tributária e programas de assistência técnica. O objetivo central foi fortalecer a integração entre produção agropecuária, conservação ambiental e desenvolvimento econômico, com foco no protagonismo do estado em discussões globais sobre clima e sustentabilidade.

Durante o encontro, foram apresentados resultados de programas locais, como o melhoramento genético de búfalos de corte e o fortalecimento de sistemas produtivos sustentáveis. Também houve destaque para iniciativas voltadas à saúde no campo, empreendedorismo rural e capacitação de jovens e mulheres para atuação no setor.

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Uma das novidades foi o lançamento da Cota de Proteção Ambiental (CPA), política pública voltada à conservação de florestas estaduais. A medida permite que pessoas físicas ou jurídicas adquiram cotas de preservação, com validade de 15 anos, contribuindo diretamente para a gestão das Unidades de Conservação no Pará.

O evento ainda sediou a primeira edição do Fórum das Mulheres do Agro da Amazônia, com discussões sobre liderança feminina, redes de apoio e inclusão produtiva no meio rural.

Na avaliação dos organizadores, o encontro reforça o papel estratégico do Pará como referência nacional em práticas agropecuárias sustentáveis, antecipando debates que devem ganhar relevância na COP‑30. Entre os encaminhamentos, foram destacados o compromisso com o diálogo interinstitucional, o fortalecimento da segurança jurídica no campo e a ampliação do apoio técnico a pequenos e médios produtores.

A expectativa é de que os temas discutidos no evento orientem políticas públicas e estratégias do setor nos próximos meses, com foco na valorização da produção sustentável e na defesa da imagem do agro brasileiro no cenário internacional.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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