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Estado amplia isenção de licenciamento ambiental e facilita vida do produtor rural

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Uma importante mudança nas regras ambientais de Minas Gerais promete desburocratizar o campo e fortalecer a produção sustentável. Agora, propriedades rurais com até mil hectares estão isentas de licenciamento ambiental para atividades de pecuária extensiva e cultivo de culturas perenes e semiperenes — desde que não envolvam intervenções diretas no meio ambiente, como desmatamento ou supressão vegetal.

A medida foi aprovada durante a 203ª reunião da Câmara Normativa e Recursal do Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental), realizada nesta quinta-feira (24/7), e altera a normativa anterior que estabelecia o limite em 200 hectares.

A decisão é fruto da articulação entre o Governo de Minas — por meio das secretarias de Agricultura (Seapa) e Meio Ambiente (Semad) — e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Segundo Ariel Miranda, responsável pelo Núcleo de Gestão Ambiental da Seapa, a mudança se baseia em experiências de outros estados e busca adaptar as normas à realidade do campo mineiro, especialmente nas regiões mais secas. “Foi possível propor uma flexibilização sem abrir mão do controle ambiental”, afirma.

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A isenção vale apenas para propriedades que desenvolvam atividades sem impacto ambiental direto. Em casos que envolvam alteração da vegetação nativa, por exemplo, continuam valendo as exigências legais de autorização prévia junto aos órgãos ambientais.

Além de corrigir distorções históricas na regularização de áreas produtivas, a nova regra deve facilitar o acesso dos produtores ao crédito rural, ao tornar mais ágil a emissão da documentação exigida pelos bancos.

“A medida traz ganhos reais em eficiência e segurança jurídica. Ganha o produtor, que economiza tempo e recursos, e ganha o meio ambiente, que segue protegido por mecanismos claros e específicos”, conclui Miranda.

A expectativa do setor é que a decisão contribua para ampliar investimentos no agro mineiro, promovendo crescimento com responsabilidade ambiental — especialmente entre pequenos e médios produtores que formam a base da economia rural do estado.

Fonte: Pensar Agro

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Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões

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As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.

O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.

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No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.

A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.

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No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.

Fonte: Pensar Agro

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