AGRONEGÓCIO

Farm Show MT encerra edição histórica em Primavera do Leste

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A 10ª edição da Farm Show MT consolidou-se como uma das principais vitrines de tecnologia e negócios do agronegócio no Centro-Oeste. Realizada entre os dias 10 e 13 de março, no parque de exposições de Primavera do Leste (cerca de 230 km da capital, Cuiabá), a feira reuniu produtores rurais, fabricantes de máquinas, empresas de insumos e instituições financeiras ligadas ao setor.

Organizado pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste, o evento completou dez anos de realização e reforçou o papel da região sul de Mato Grosso como um dos principais polos de produção de grãos do país. A feira reúne empresas de máquinas agrícolas, tecnologia, insumos e serviços voltados ao campo, funcionando como um espaço de demonstração tecnológica e negociação direta entre fabricantes e produtores.

Nesta edição, a expectativa dos organizadores foi superar R$ 2 bilhões em negócios, impulsionados principalmente pela venda de máquinas agrícolas, equipamentos e soluções digitais voltadas à produção de soja, milho e algodão.

O evento também reuniu cerca de 350 expositores, entre fabricantes de equipamentos, empresas de tecnologia e instituições financeiras, além de atrair visitantes de diversas regiões do Brasil e de outros países.

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A dimensão alcançada pela feira acompanha a expansão da agricultura no estado. Na edição anterior, realizada em 2025, a Farm Show registrou mais de 65 mil visitantes e cerca de R$ 1,8 bilhão em negócios, resultado que consolidou o evento como um dos principais encontros comerciais do agronegócio no Centro-Oeste.

Ao longo dos quatro dias de programação, a feira reuniu lançamentos de máquinas, vitrines tecnológicas, palestras técnicas e debates voltados à produtividade agrícola. A proposta é aproximar o produtor rural das novas tecnologias de manejo, mecanização e gestão, além de facilitar o acesso a linhas de crédito e oportunidades de investimento no campo.

Próxima edição

Ao final do evento, a organização confirmou que a próxima edição da Farm Show MT já tem data marcada: de 6 a 9 de abril de 2027, novamente em Primavera do Leste.

Criada em 2015, a feira cresceu rapidamente acompanhando a expansão da fronteira agrícola de Mato Grosso e hoje figura entre os principais eventos do calendário do agronegócio regional, reunindo tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios para produtores do Centro-Oeste e de outras regiões do país.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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