AGRONEGÓCIO

Maior produtor de grãos, carnes e fibras, ganha escritório para impulsionar exportações

Publicado em

Nesta segunda-feira (24.11), começa a funcionar em Cuiabá o novo Escritório da ApexBrasil, dedicado a apoiar produtores e empresas que querem expandir seus negócios para fora do Brasil. O local fica na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), entidade que representa o setor rural no estado e oferece suporte em exportação, tecnologia e defesa dos interesses dos produtores.

O escritorio vai atender especialmente Mato Grosso, que é o maior produtor nacional de grãos, carnes e fibras. O estado é reconhecido pela força e modernização do seu agronegócio, por isso ganha agora um ponto estratégico para facilitar o acesso dos agricultores e empresários locais aos mercados internacionais. Mato Grosso se destaca como o maior produtor nacional de grãos, carnes e fibras, com números impressionantes na safra 2024/25:

  • Produção total de grãos: 111,9 milhões de toneladas, representando cerca de 31,5% da produção brasileira de grãos.​
  • Milho: 55,1 milhões de toneladas (crescimento de 12,9% em relação à safra anterior).​
  • Soja: 51,3 milhões de toneladas (crescimento de 26,9% em relação à safra anterior).​
  • Algodão (fibra): aproximadamente 4,4 milhões de toneladas, com projeção de crescimento de 57% até 2025.​
  • Carnes: projeção de 3,5 milhões de toneladas em 2025, maior crescimento em aves e suínos, com carne bovina em destaque—crescimento global de 71% na última década.
Leia Também:  Imea projeta boa safra de algodão e MT deve manter liderança

O novo escritório faz parte dos planos da ApexBrasil de descentralizar seus serviços e aproximar o produtor rural das oportunidades de exportação e investimentos estrangeiros. Além de Cuiabá, a ApexBrasil tem outros escritórios distribuídos em: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Joinville (SC), Recife (PE) e Brasília (DF).

Esses pontos de atendimento também ajudam quem quer negociar com compradores estrangeiros, entender as exigências dos mercados e preparar tudo para exportar com segurança e qualidade. No exterior, a Agência marca presença em cidades estratégicas como Miami, Dubai, Pequim, Bruxelas, Xangai, Bogotá e outros polos comerciais.

O objetivo é ajudar o produtor rural mato-grossense a conquistar mais clientes pelo mundo, valorizando tudo que Mato Grosso produz e mostrando a força do agro brasileiro. Quem tiver interesse pode buscar orientação no novo escritório da ApexBrasil, na Famato, e aproveitar as oportunidades de rodadas de negócios e consultorias especializadas para exportar com mais facilidade.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Published

on

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Lideranças temem que juros comprometam o Plano Safra e inviabilizem o agronegócio

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Mercado trava no fim de 2025 com preços apertados e produtor segurando venda

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA