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Neste 17 de outubro, uma homenagem do Instituto do Agronegócio aos nossos agricultores

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Isan Rezende, presidente do IA  Imagem:assessoria

Neste Dia da Agricultura, o Instituto do Agronegócio (IA) expressa seu profundo reconhecimento e gratidão a todos os agricultores que, com seu trabalho árduo e dedicação, garantem o sustento e o futuro de nossa nação. Eles são os verdadeiros heróis, responsáveis por alimentar o mundo e impulsionar a economia brasileira.

O Dia da Agricultura é um momento de reconhecermos esse esforço, de valorizarmos estes homens e mulheres que, de sol a sol, transformam trabalho em alimento, riqueza e desenvolvimento para o país. Esses incansáveis trabalhadores são a espinha dorsal de uma das atividades mais antigas da humanidade, fundamental não só para o desenvolvimento das sociedades, mas também para garantir o futuro do nosso planeta”, lembra o presidente do IA, Isan Rezende. Com uma população mundial estimada em 9,3 bilhões de pessoas até 2050, a importância da agricultura se torna cada vez mais evidente. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), será necessário aumentar em 60% a produção global de alimentos para atender essa demanda crescente. O Brasil, com sua vasta vocação agrícola, será responsável por cerca de 40% desse incremento, reafirmando sua posição como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

A história da agricultura no Brasil teve início no século XVI com o cultivo de cana-de-açúcar, passando pelo ciclo do café no século XIX e, a partir da década de 1970, pela expansão da soja. Hoje, o Brasil se destaca como um dos maiores produtores globais de grãos, carnes, frutas e hortaliças, com ênfase na soja, milho, café e açúcar. Em 2023, foram plantados 79 milhões de hectares, resultando na colheita de 298,6 milhões de toneladas de grãos, abastecendo mercados internacionais como China, Estados Unidos e União Europeia.

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“A agricultura brasileira tem um papel essencial na segurança alimentar global, e os agricultores são verdadeiros heróis nessa missão. Os agricultores brasileiros são mais que produtores, são verdadeiros heróis do nosso tempo. Eles enfrentam desafios diários, desde as condições climáticas até as exigências do mercado global, e ainda assim conseguem superar expectativas, garantindo a segurança alimentar não só do Brasil, mas do mundo”.

“Com o crescimento da população mundial e a pressão por maior produção, a responsabilidade do Brasil no cenário agrícola global só aumenta. Mas estou confiante de que, com a inovação, tecnologia e o compromisso dos nossos agricultores, seremos capazes de atender a essa demanda de forma sustentável, mostrando ao mundo a força do nosso agro”, comenta Rezende.

“Neste 17 de outubro, é com grande orgulho e gratidão que celebramos o trabalho incansável dos agricultores brasileiros. Eles são a base de nossa economia e responsáveis por alimentar milhões de pessoas ao redor do mundo. Seu compromisso e dedicação são exemplos de resiliência e inovação, fundamentais para a construção de um futuro próspero e sustentável para o nosso país”, destaca Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio.

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Fonte: Pensar Agro

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Trump taxa o Brasil por “trabalho escravo”, mas compra 30 vezes mais de “países suspeitos”

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Os Estados Unidos começaram a cobrar, nesta sexta-feira (24.07), uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não impediria de maneira efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

Para parte das exportações brasileiras, a nova tarifa será somada à sobretaxa de 25% (veja aqui) que entrou em vigor na quarta-feira (22), elevando o adicional a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a cobrança acumulada alcança setores como calçados, máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola, peças, vestuário e produtos químicos não farmacêuticos. Café e suco de laranja ficaram isentos das duas medidas, enquanto a celulose será atingida somente pelos 12,5%. A incidência final dependerá do código tarifário de cada mercadoria.

O argumento norte-americano, porém, esbarra nos próprios números e mostra que a decisão é eminentemente política. Segundo levantamento do Global Slavery Index, elaborado pela fundação Walk Free e apresentado ao G20, os Estados Unidos importam anualmente US$ 169,6 bilhões em mercadorias suspeitas de terem sido produzidas com trabalho forçado e nenhum desses países foi sobretaxado. No caso brasileiro, o montante é de US$ 5,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28,5 bilhões, ou seja 30 vezes mais.

A classificação da fundação Walk Free não significa que todas essas mercadorias tenham sido comprovadamente produzidas por trabalhadores escravizados, mas mostra que o mercado norte-americano permanece como um dos principais destinos mundiais de bens provenientes dessas cadeias que se utilizam de mão de obra escravizada.

Entre as compras dos Estados Unidos classificadas como de risco estão US$ 107,6 bilhões em eletrônicos procedentes principalmente da China e da Malásia. Também aparecem US$ 52,4 bilhões em roupas produzidas em países como China, Vietnã, Bangladesh, Índia e Malásia. A lista inclui ainda pescados, madeira e produtos têxteis.

Outra incoerência: a nova cobrança não proíbe a entrada dessas mercadorias. Os produtos originados em cadeias apontadas como vulneráveis ao trabalho forçado poderão continuar chegando aos Estados Unidos desde que os importadores paguem o imposto adicional.

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que “investigou” o Brasil não formalizou uma acusação de que os produtos brasileiros estão sendo fabricados com trabalho escravo. Apenas frisou que inexiste uma proibição de importação considerada suficientemente abrangente, para impedir que mercadorias produzidas nessas condições em terceiros países entrem no Brasil, e daqui cheguem aos Estados Unidos .

Essa foi uma forma de justificar o injustificável, já que o Brasil possui uma estrutura própria de repressão ao trabalho análogo à escravidão. O artigo 149 do Código Penal enquadra como crime situações envolvendo trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida. O país também mantém grupos móveis de fiscalização e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão em mais de 8 mil ações fiscais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em 2025, foram resgatadas 2.772 pessoas, enquanto as fiscalizações resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 9,4 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. A versão mais recente da Lista Suja foi atualizada em 14 de julho deste ano.

Esses números não significam que o problema esteja eliminado no território brasileiro. Eles demonstram, entretanto, que o país reconhece a existência das irregularidades, investiga denúncias, responsabiliza empregadores e retira trabalhadores das situações encontradas. O próprio relatório produzido pelo USTR registra manifestações apresentadas durante a investigação que destacaram a existência de uma estrutura legal e institucional consolidada no Brasil.

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Outro ponto que relativiza a justificativa humanitária está no amplo conjunto de exceções definido pelos Estados Unidos. Ficaram protegidas da nova tarifa matérias-primas que possam provocar desabastecimento, produtos capazes de gerar impactos econômicos mais amplos e mercadorias que não possam ser produzidas em quantidade suficiente no território norte-americano.

A lista de exceções alcança itens de interesse direto do agronegócio, como determinados produtos de origem animal, sementes, insumos para fertilizantes e defensivos, couros, madeira, café solúvel sem aromatização e volumes de açúcar importados dentro das cotas estabelecidas. Na prática, a aplicação da medida será determinada não apenas pelo argumento relacionado ao trabalho forçado, mas também pela necessidade de preservar o abastecimento e os custos da economia americana.

Para o agro brasileiro, o impacto será desigual. Produtos incluídos nas exceções poderão continuar entrando sem a nova cobrança, enquanto os demais ficarão sujeitos aos 12,5%. Nos casos em que a tarifa se somar à sobretaxa de 25% estabelecida em outra investigação comercial, a cobrança nominal poderá alcançar 37,5%, dependendo da classificação aduaneira de cada mercadoria.

O momento escolhido para colocar a medida em vigor também chama atenção. A nova tarifa começou a valer exatamente quando terminou a cobrança global temporária de 10% criada anteriormente pelo governo norte-americano. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as chamadas tarifas recíprocas, que variavam de 10% a 50%. Agora, Washington recorreu à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para recompor uma barreira de alcance semelhante sob outra fundamentação jurídica.

A coincidência entre o calendário eleitoral e o aumento das barreiras comerciais mostra que as tarifas norte-americanas deixaram de ser apenas um instrumento de política comercial e passaram a integrar o ambiente político brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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