AGRONEGÓCIO

Onda de calor extremo ameaça produtividade de lavouras e rebanhos pelo Brasil afora

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A intensa onda de calor que avança sobre o Brasil nesta reta final de dezembro acendeu um sinal de alerta em praticamente todas as regiões produtoras do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste enfrentam temperaturas até 5 °C acima da média por vários dias consecutivos, um cenário que traz impactos diretos sobre lavouras, pecuária, logística e custos de produção no agronegócio.

O fenômeno ocorre em um momento sensível do calendário agrícola, atingindo culturas em fases críticas de desenvolvimento e pressionando sistemas produtivos já afetados por irregularidades climáticas ao longo do ano. O calor excessivo eleva a evapotranspiração, acelera o consumo de água no solo e aumenta o risco de estresse térmico tanto para plantas quanto para animais.

No campo, os efeitos já começam a ser observados em diferentes cadeias produtivas. Culturas como soja, milho, café, cana-de-açúcar e pastagens sofrem com a combinação de altas temperaturas e déficit hídrico. Em regiões do Centro-Oeste e do Sudeste, a falta de chuvas nos últimos meses amplia o risco de perdas produtivas, especialmente em áreas sem irrigação.

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O café é um dos segmentos mais sensíveis neste momento. A persistência do calor intenso pode comprometer o pegamento da florada da safra 2026, etapa fundamental para a definição da produtividade futura. O mercado já reage a esse risco climático, com valorização dos contratos de café arábica nas bolsas internacionais diante da possibilidade de quebra de safra no Brasil, maior produtor mundial.

Além das lavouras, a pecuária também sente os efeitos do calor extremo. O estresse térmico reduz o ganho de peso dos animais, afeta a produção de leite, compromete a fertilidade e aumenta a mortalidade em casos mais severos. Pastagens sofrem com a perda de vigor, reduzindo a oferta de forragem e elevando os custos com suplementação alimentar.

Especialistas alertam que ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes já fazem parte de um novo padrão climático. O aumento das temperaturas médias altera o regime de chuvas, favorece períodos prolongados de seca e episódios de precipitações concentradas, dificultando o planejamento agrícola tradicional.

Diante desse cenário, o setor agropecuário precisa adotar estratégias de adaptação para reduzir riscos. Entre as principais recomendações estão o manejo adequado do solo, com cobertura vegetal para reduzir perdas de umidade, uso de cultivares mais tolerantes ao calor e à seca, escalonamento de plantio, melhoria da eficiência da irrigação e atenção redobrada ao bem-estar animal, com oferta de sombra, água de qualidade e ajustes no manejo.

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O impacto do calor extremo também se estende à infraestrutura rural e à logística, com maior desgaste de máquinas, aumento do consumo de energia elétrica, risco de incêndios em áreas agrícolas e dificuldades no transporte de grãos e animais.

Com o alerta vermelho mantido pelo Inmet em diversas regiões do país, a expectativa é de que os próximos dias sigam desafiadores para o campo. O calorão reforça a necessidade de investimentos em tecnologia, gestão de risco e políticas de apoio ao produtor rural, em um cenário climático cada vez mais imprevisível e exigente para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

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O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

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Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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