AGRONEGÓCIO

Produção de grãos cresce e consolida o estado como destaque no agronegócio nacional

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A safra 2024/2025 no Tocantins traz perspectivas bastante positivas, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro). A produção de grãos no estado deve alcançar 8,5 milhões de toneladas, um aumento de 10,7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 7,6 milhões de toneladas.

As culturas de soja e milho continuam sendo as principais responsáveis por esses números expressivos, representando juntas 88% da produção total do estado. A soja, em particular, deve atingir 5,12 milhões de toneladas, um crescimento de 11,9% em comparação à safra passada. Já o milho pode alcançar 2,37 milhões de toneladas, um salto de 12,4%. Além disso, a área plantada total deve crescer 2,9%, chegando a 2,26 milhões de hectares, reforçando a relevância do Tocantins no cenário agrícola brasileiro.

O Tocantins também se destaca no cultivo de arroz, consolidando-se como o terceiro maior produtor nacional, com uma previsão de colheita de 769 mil toneladas. Esse resultado reflete a expertise dos produtores locais e as condições favoráveis ao plantio do grão no estado.

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Outro destaque é o cultivo de algodão, que, embora ainda represente uma área menor em comparação a gigantes como Mato Grosso e Bahia, apresenta um crescimento notável. A área plantada deve aumentar 47,06%, alcançando 12,5 mil hectares, enquanto a produção deve crescer 57,97%, atingindo 54,5 mil toneladas de algodão em caroço. Essa expansão demonstra o potencial da diversificação agrícola no Tocantins, impulsionada pela aposta em novas culturas por parte dos produtores locais.

Com a safra 2024/2025, o Tocantins se consolida como um importante player no mercado agrícola nacional. O crescimento expressivo nas principais culturas e a expansão em áreas como o algodão mostram a força do estado na produção de grãos e fibras. O cenário otimista é reflexo não apenas das condições climáticas favoráveis, mas também dos investimentos em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente das lavouras, que reforçam o papel do estado no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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