AGRONEGÓCIO

Produção de grãos deve atingir recorde de 322,53 milhões de toneladas

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A previsão da safra brasileira de grãos para 2024/25 foi aumentada para 322,53 milhões de toneladas, crescimento de 8,2% em relação à temporada anterior, que alcançou 297,93 milhões de toneladas. O crescimento reflete o aumento da área plantada e a recuperação da produtividade média nas principais culturas. As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (14.11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A área total destinada ao cultivo de grãos deverá crescer 1,9%, alcançando 81,4 milhões de hectares, frente aos 79,9 milhões registrados em 2023/24. A produtividade média também apresenta sinais de recuperação, com previsão de 3.962 quilos por hectare, um aumento de 6,3% em comparação com a safra anterior.

destaques por cultura

  • soja: Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja deve registrar crescimento de 2,6% na área plantada, totalizando 47,36 milhões de hectares. A produção é estimada em 166,14 milhões de toneladas, 12,5% a mais que na safra anterior, com recuperação de 9,6% na produtividade média.
  • milho: A área destinada ao milho deve permanecer estável, em torno de 21 milhões de hectares. A produção total, entretanto, pode atingir 119,8 milhões de toneladas, impulsionada pela recuperação na produtividade. No primeiro ciclo, já foram plantados 48,7% da área estimada, e a produção deve alcançar 22,8 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,7% em relação ao ciclo anterior.
  • arroz: A maior expansão percentual é esperada para o arroz, cuja área plantada aumentará de 1,6 milhão para 1,77 milhão de hectares. A produção deve alcançar 12 milhões de toneladas, alta de 14% em relação a 2023/24, com produtividade projetada em 6.814 quilos por hectare.
  • feijão: A primeira safra do feijão deve ocupar 892,3 mil hectares, um aumento de 3,6%. A produção total da leguminosa, somando as três safras, é estimada em 3,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em comparação ao ciclo anterior.
  • trigo: A colheita do trigo, já em estágio avançado, deve atingir 8,11 milhões de toneladas, mantendo estabilidade em relação à safra anterior.
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condições climáticas

O bom desempenho das culturas reflete condições climáticas favoráveis, com temperaturas adequadas para o preparo do solo e a semeadura. Até o momento, 66,1% da área destinada à soja já foi plantada, superando o mesmo período da safra anterior. As culturas de inverno, como o trigo, estão em estágios finais de colheita, com 79,4% da área concluída.

As novas estimativas reforçam a expectativa de um novo recorde para a produção brasileira de grãos, consolidando o país como um dos maiores fornecedores globais. O desempenho será essencial para atender à demanda interna e fortalecer o mercado exportador, garantindo a competitividade do setor agropecuário no cenário internacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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