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Valorização da arroba do boi e exportações aquecidas abrem novembro

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O produtor inicia novembro com otimismo: a arroba do boi gordo reagiu ao fim de outubro, sustentada pelo ritmo forte das exportações e pelo ajuste nas escalas de abate, especialmente no Centro-Norte do país. O bom desempenho internacional, aliado à expectativa de maior consumo interno, garante oportunidades em um cenário de preços firmes e fluxo de negócios favorável.

Nas principais praças, os valores fecham em patamar elevado. São Paulo registrou R$ 320,00 por arroba na última semana de outubro, Goiás R$ 310,00, Minas R$ 305,00 e Dourados, no MS, liderou com R$ 330,00. No atacado, os cortes bovinos também subiram: o quarto traseiro alcançou R$ 25,05/kg enquanto o dianteiro foi negociado a R$ 18,20/kg.

O pagamento do 13º salário e as confraternizações de fim de ano prometem dinamizar o consumo de carne bovina, movimentando tanto o varejo quanto o atacado. Para o produtor, isso representa perspectiva de preços firmes e oportunidades de negociação, reforçadas pelo volume alto de exportações.

No entanto, há cautela quanto à investigação da China sobre possíveis salvaguardas ao produto brasileiro, ponto de atenção para os embarques do último bimestre. Ainda assim, o equilíbrio entre demanda interna e procura internacional mantém o setor otimista e pronto para aproveitar o ciclo positivo do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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