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Deputados de Brasília participam do ato de Bolsonaro na Paulista: “Comparem com o do Lula”

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Deputados de Brasília participam do ato de Bolsonaro na Paulista: “Comparem com o do Lula”
Caio Barbieri

Deputados de Brasília participam do ato de Bolsonaro na Paulista: “Comparem com o do Lula”

Deputados distritais de Brasília, Joaquim Roriz Neto e Roosevelt (ambos do Partido Liberal – PL), marcaram presença na manifestação de 7 de Setembro , neste sábado, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato foi realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em vídeos publicados nas redes sociais, os parlamentares registraram imagens da principal avenida da capital paulista, repleta de apoiadores do movimento bolsonarista.

Durante a gravação, os deputados alfinetaram a adesão do público ao desfile oficial do 7 de Setembro, que ocorreu mais cedo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo estimativas, o evento em Brasília reuniu aproximadamente 30 mil pessoas, número que foi comparado pelos parlamentares com a multidão presente na Paulista.

“Pessoal, já estou aqui na Avenida Paulista. E o pessoal já começou a chegar aqui. Olha o tanto de gente aqui. Comparem com a manifestação do Lula. E até as grandes mídias falaram que não teve adesão, nem a Janja foi”, disse Joaquim Roriz Neto em tom provocativo, referindo-se à primeira-dama Janja Lula da Silva, que não esteve presente no evento da Esplanada por estar em viagem internacional.

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Ao lado de Joaquim, Roosevelt reforçou o posicionamento dos parlamentares, destacando a presença de deputados conservadores de Brasília no ato. “Um abração para todo o Brasil. E para Brasília, é dizer que Brasília está representada aqui na Paulista pelos deputados conservadores, deputados de direita, que defendem a família”, declarou.

Comparação

Os deputados mantiveram o tom crítico em relação ao evento organizado pelo governo federal em Brasília. Roriz Neto sugeriu que, nos próximos dias, fosse feita uma análise comparativa entre a adesão popular nas duas capitais.

“Estamos juntos, gente. Acompanhe a nossa postagem, chegou. Mandem para quem verdadeiramente ama este país. E é isso que eu quero falar, vamos fazer, nesta semana, a comparação: a manifestação convocada pelo nosso presidente Bolsonaro e o 7 de Setembro do Lula. Vamos ver qual teve mais adesão”, concluiu.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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