A Defesa Civil de Rondonópolis reuniu nesta segunda-feira (24) representantes de todos os órgãos que vão compor o Plano de Contingência do município para atuar em situações de desastres, inundações e tempestades que afetem diretamente a população.
Nesse primeiro encontro, os integrantes conheceram para que serve do planto de contingência da Defesa Civil e de que forma cada um deve atuar no momento da necessidade. Os representantes da Defesa Civil de Mato Grosso também estiveram no encontro e explanaram como funciona o plano e os passos a serem seguidos para formalizar o documento.
O coordenador da Defesa Civil de Rondonópolis, Marcelo Cardinal, informou que o município é um dos únicos do estado a elaborarem o plano e para isso já tem mapeadas as sete áreas de risco de enchentes e alagamentos e as famílias que podem ser atingidas.
Até o momento estão compondo do plano de contingência o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Exército Militar, as Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Coder, Sanear, além das secretarias municipais de Infraestrutura, Educação, Saúde, Administração, Governo, Meio Ambiente, Habitação, Promoção e Assistência Social, Mobilidade Urbana e o Gabinete de Apoio à Segurança Pública (Gasp).
Na ocorrência de enxurradas, alagamentos e inundações todos os órgãos que vão compor o plano estarão alinhados e cada processo determinado para cada tipo de ocorrência.
Com o documento formalizado, o município tem mais facilidade para acessar recursos públicos que vão auxiliar os trabalhos e também na assistência das famílias que forem atingidas.
O período crítico de estiagem chegou em Rondonópolis e diversas queimadas urbanas já vêm sendo registradas em âmbito local. Nos últimos dez dias, o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter diversas ocorrências dessa natureza na cidade. A situação gera preocupação, considerando os prejuízos para a fauna, flora e especialmente à saúde da população.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, alerta que qualquer queimada nesse período, seja urbana ou rural, é considerada crime ambiental, sendo que o infrator pode responder administrativamente, com multas que podem variar de R$ 2.300,00 a R$ 4,6 milhões, e também civil e criminalmente. Havendo flagrante, a pessoa pode até ser presa pela Polícia Militar Ambiental.
Conforme o secretário, a recomendação nesse período crítico de seca é que a população mantenha os terrenos e quintais limpos de mato e resíduos, bem como não faça o descarte de resíduos em locais indevidos, considerando que esse cenário pode contribuir para incidência de queimadas. Também repassa que as pessoas não devem fazer nenhum tipo de queimada a título de limpeza de terrenos e áreas.
Visando mitigar os riscos nesse período, a Prefeitura adiantou o processo de limpeza de áreas públicas no espaço urbano. Álvaro informou ainda que os brigadistas civis, nos próximos dias, também vão começar a atuar no enfrentamento às queimadas junto com os bombeiros.
“Além do prejuízo ambiental, a população vai ser a mais impactada com as queimadas, com o agravamento dos problemas respiratórios causados pela fumaça e poluição, somadas à baixa umidade do ar”, repassou o secretário, destacando a preocupação do prefeito Cláudio Ferreira com o problema e a determinação da tomada de ações preventivas para evitar esse cenário crítico.
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