Sorriso

Executivo e Judiciário inauguram Câmara de Conciliação

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Instituição deve promover a solução de conflitos reduzindo a judicialização

Dialogar, ponderar, analisar, buscar soluções sem a necessidade de judicializar. Foi inaugurada na manhã de hoje (quarta-feira – 30 de outubro) a Câmara de Conciliação, Mediação e Acordos no âmbito do Município de Sorriso. Antes disso, uma cerimônia no Fórum precedeu a inauguração.

A unidade, com foco no “é conversando que a gente se entende”, funcionará no mesmo prédio do 1.º Ponto de Inclusão Digital da Justiça Federal em Mato Grosso, na Rua Alta Floresta, n.º 53, Centro, bem pertinho da Prefeitura de Sorriso.

“Estamos trabalhando há um certo tempo para tornar realidade esta Câmara de Mediação, que nasceu a partir de um desafio proposto em uma reunião na sede da OAB, com a presença do juiz Anderson Candiotto, do desembargador Mario Roberto Kono, e hoje, com muita alegria, entregamos esta Câmara de intermediação direta com o cidadão, por isso, quero agradecer todos os envolvidos, nosso Legislativo, nosso Judiciário e fica este legado de mais modernidade, diálogo e rapidez” , comentou o prefeito Ari Lafin.

Para o juiz Anderson Candiotto, que coordena o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), a rapidez está entre os maiores benefícios que serão proporcionados pela Conciliação Municipal. “Os conflitos que envolvem a Administração demoram muito e, com essa Câmara, isso muda: os acordos formalizados ali serão homologados em até três dias, e os pagamentos podem ocorrer em até 90 dias”, resumiu o magistrado, destacando que esta é a primeira unidade de Conciliação Municipal de todo o Estado de Mato Grosso.

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A cerimônia foi prestigiada pela presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva; pela diretora do Foro da Comarca de Sorriso, a juíza,Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade; pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, e pelo o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira.

Outros convidados de honra foram o presidente eleito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, biênio 2025/2026, desembargador José Zuquim Nogueira; o corregedor-geral da Justiça, eleito biênio 2025/2026, desembargador José Luiz Leite Lindote; o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, juiz de direito, Anderson Candiotto; o juiz auxiliar da presidente do Tribunal de Justiça, Túlio Duailibi Alves Souza; a coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, juíza de direito, Helicia Vitti Lourenço; a juíza da 5ª Vara Cível, Emanuelle Chiaradia Navarro Mano; a juíza da 1ª Vara Cível, Paula Saide Biagi Messen Mussi; o juiz da 2ª Vara Cível, Glauber Lingiardi Strachicini; o juiz da 3ª Vara Cível, Valter Fabrício Simioni da Silva; o juiz da Vara Especializada dos Juizados Especiais, Lener Leopoldo da Silva; a promotora de Justiça, Maisa Fidélis Gonçalves Pyrâmides;o defensor titular da 6ª Defensoria Pública de Sorriso, Luiz Augusto Cavalcanti Brandão; a vice-presidente da 17ª Subseção da OAB de Sorriso, Karina Wu; o procurador-Geral do Município, Alex Sandro Monarim; o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, tenente-coronel Jorge Luiz de Almeida; e o delegado da Polícia Judiciária Civil de Sorriso, Bruno França Ferreira

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Fruto da soma de esforços entre o Poder Executivo e o Poder Judiciário, a Câmara de Conciliação foi oficialmente instituída por meio da Lei n.º 3.555, de 2 de julho de 2024 e sua operacionalização deve resultar na solução de conflitos entre pessoas físicas, ou pessoas jurídicas, e a Prefeitura de Sorriso de forma mais rápida, prática e sem a necessidade de mobilizar toda a estrutura do Judiciário.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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