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Calor e chuvas elevam risco de doenças e exigem cuidados da população nesta semana

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o informativo VIGIAR nº 02/2026 alertando a população sobre as condições ambientais previstas entre os dias 9 e 13 de março, período que deve ser marcado por calor intenso e alta probabilidade de chuvas na capital.

De acordo com o boletim da Vigilância em Saúde Ambiental, as temperaturas máximas devem variar entre 29°C e 33°C, enquanto a umidade relativa do ar deve ficar entre 38% e 56%, cenário típico do chamado “verão cuiabano”. O destaque da previsão é o aumento significativo na probabilidade de chuvas no meio da semana, com 89% de chance na terça-feira (10) e 78% na quarta-feira (11).

Segundo o boletim, embora as chuvas sejam comuns neste período, o volume de água aliado ao calor cria condições favoráveis para problemas de saúde pública, especialmente relacionados à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Risco de arboviroses

A Vigilância em Saúde Ambiental reforça que a combinação de chuvas frequentes e altas temperaturas favorece o acúmulo de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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Além disso, a elevação da umidade pode contribuir para o surgimento de mofo e ácaros, agravando doenças respiratórias, principalmente em crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias.

A Secretaria orienta a população a ficar atenta aos principais sintomas das arboviroses, como febre alta repentina, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e náuseas. Em casos mais graves, sinais como dor abdominal intensa ou sangramentos exigem atendimento médico imediato.

A principal forma de evitar a proliferação do mosquito continua sendo eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. A Vigilância em Saúde Ambiental recomenda algumas medidas simples que fazem a diferença no combate ao mosquito:
• Evitar água parada em pratinhos de plantas, garrafas e recipientes;
• Manter caixas d’água e reservatórios bem vedados;
• Realizar limpeza periódica de calhas e ralos;
• Utilizar repelentes, seguindo as orientações do fabricante;
• Permitir a entrada dos agentes de endemias para inspeção e orientação.

Outra recomendação é manter os ambientes bem ventilados, reduzindo a presença de mofo e melhorando a qualidade do ar dentro das residências.
Contatos de emergência

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Em situações de emergência ou risco relacionado a chuvas e condições climáticas, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Já o Corpo de Bombeiros pode ser contatado pelo 193.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção é fundamental e depende da colaboração de toda a população para evitar a proliferação do mosquito e reduzir os impactos das doenças típicas deste período chuvoso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Exposição “Pantanal em Mim” reúne arte, memória e reflexão ambiental em Cuiabá

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebeu neste sábado (8) a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica e educadora Adaiele Almeida. A mostra reúne 20 obras inspiradas no Pantanal e segue aberta à visitação até 10 de setembro. A programação de abertura ocorreu das 8h às 17h e reuniu, no espaço histórico, aula de yôga, feira de artesanato e gastronomia.

Natural de Cáceres e criada às margens do Rio Paraguai, Adaiele levou para as telas referências da infância ligada ao rio e a uma família de pescadores. Segundo a artista, praticamente todas as obras guardam lembranças desse período. “Meus pais trabalhavam no Rio Paraguai, então eu sempre estava ali percorrendo juntamente com eles na pesca. Cada obra fala um pouquinho dessa memória”, contou. Sobre a recepção do público, acrescentou: “Muitas pessoas se sentiram conectadas com as obras porque falam um pouquinho da nossa raiz, da nossa essência, carregam um pouco da nossa história”.

A mostra também representa uma nova etapa na trajetória de Adaiele, que já participou de exposições coletivas e realiza agora sua primeira individual. A exposição foi aberta inicialmente em Cáceres antes de chegar à capital. “Eu fiz a primeira abertura em Cáceres, que é o lugar onde eu nasci, não poderia ser diferente, e aí a trouxe para cá para expandir um pouquinho mais para a nossa capital também, para conhecerem os artistas do interior e a arte que está sendo produzida por lá”, afirmou a artista.

Com curadoria de Dayana Trindade, as 20 obras são organizadas a partir da relação afetiva da artista com o território pantaneiro, articulando natureza, memórias de infância e elementos do imaginário. Questões ambientais também aparecem nas pinturas por meio de referências à fumaça e ao lixo. “A escolha da Adaiele para se comunicar é de uma forma lúdica e poética. No entanto, não deixamos de falar e promover aquilo que sentimos”, explicou a curadora. Segundo Dayana, a proposta pode ser entendida como uma “denúncia poética”, que busca provocar reflexão sobre a preservação ambiental sem recorrer a uma abordagem agressiva.

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A dimensão ambiental da mostra também foi percebida pelos visitantes. O policial militar David Winkle destacou o contraste entre a representação da beleza pantaneira e temas como queimadas e poluição. “Conseguimos perceber a beleza contrastada com uma crítica muito bem exposta pela artista”, disse. Para ele, as pinturas trazem “uma reflexão muito contemporânea” sobre as queimadas, a poluição e a forma como o Pantanal tem sido afetado. Já a assistente de auditoria Endy Ariel Santos Matos chamou a atenção para as expressões humanas retratadas nas obras e destacou a importância de ampliar a divulgação de atividades culturais para a própria população de Cuiabá.

Entre as ações da abertura esteve uma aula de yôga conduzida pela professora Marielly Camargo, que relacionou a prática ao ambiente histórico e à temática da exposição. “A ideia é promover o momento de presença. O yoga traz essa consciência do agora, da respiração, deixando a pessoa com mais sensibilidade e um olhar mais atento à exposição”, explicou. O arquiteto e urbanista Rodolfo Rosa Alvarenga, que participou da atividade, relatou percepção semelhante. “Como a gente já entrou num clima de prestar atenção, de olhar para dentro, acho que aflora alguns sentimentos a mais”, afirmou. Segundo ele, a experiência também o levou a observar com mais atenção o museu e registros antigos de Cuiabá.

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A programação abriu ainda espaço para pequenos produtores, com comercialização de artesanato e alimentos. A feirante Ingrid Suellen levou produtos da culinária local com o objetivo de “trazer os produtos cuiabanos, como o salgado e o bolo tradicional, para as pessoas conhecerem o nosso tempero”. A artesã Cristina Oliveira do Nascimento apresentou sabonetes artesanais, fitoterápicos e kits comemorativos. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de “lucrar, vender e tornar o meu produto conhecido”. Apesar da avaliação positiva sobre a iniciativa, as duas consideraram o movimento inicial tímido e apontaram a necessidade de ampliar a divulgação para fortalecer futuras edições.

Para a secretária municipal adjunta de Turismo, Roseli Nonato Silva, integrar cultura, gastronomia e outras atividades é uma estratégia para aproximar os moradores dos espaços históricos da capital. “A nossa intenção, enquanto Secretaria de Turismo e Prefeitura, é fazer com que o cuiabano venha conhecer esse espaço que é dele”, afirmou. “Queremos, através dos nossos aparelhos turísticos, fomentar o turismo e potencializar esses locais para que as pessoas venham conhecer o potencial que Cuiabá tem”, completou. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha funciona de segunda a domingo, inclusive no horário de almoço, e permanece aberto nos fins de semana até as 17h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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