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4º Jogos dos Estudantes Militares reúnem mais de mil participantes a partir desta sexta-feira (22)

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O Governo de Mato Grosso realiza, em Lucas do Rio Verde, a quarta edição dos Jogos dos Estudantes Militares da Rede Estadual de Ensino. A abertura oficial será nesta sexta-feira (22.8), às 19h, no Centro de Eventos Roberto Munaretto. No entanto, as atividades com as equipes das Escolas Militares Tiradentes e Dom Pedro II terão início ainda pela manhã, com um congresso técnico e sorteio da ordem de avaliação.

A programação prossegue até o dia 24 de agosto com disputas nas provas de robótica, xadrez, natação e corrida orientada. Além das modalidades esportivas, os jogos também contemplam provas específicas da rotina militar e atividades inclusivas como: ordem unida, corrida pega-ladrão, cabo de guerra, cubo mágico e uma feira de profissões. Uma atração especial será o simulado da ONU, realizado como prova de demonstração.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) organiza o evento em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Conforme o secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, as disputas buscam estimular não apenas o rendimento esportivo, mas também a integração entre os estudantes, o fortalecimento dos laços de amizade e o espírito de camaradagem.

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Cada delegação será composta por 28 alunos regularmente matriculados e cinco monitores responsáveis pelo acompanhamento. Modalidades como natação e robótica exigem a participação de estudantes de ambos os sexos. No total, são 29 equipes inscritas e mais de mil participantes, entre concorrentes, monitores e pessoal de apoio.

“Os jogos militares representam mais do que competições. Eles oferecem uma oportunidade de desenvolvimento integral dos estudantes, envolvendo as dimensões física, cognitiva, social e profissional, além de estimular valores como liderança, resiliência, trabalho em equipe e respeito ao próximo”, destaca o secretário Alan Porto.

Para ele, o diferencial dos jogos está em sua contribuição para a construção de hábitos saudáveis e para a valorização do modelo educacional militar. “Esses estudantes são diferenciados. Eles fazem parte de um modelo que prima pelo conhecimento, pela disciplina e pela responsabilidade”, diz.

De acordo com Alan Porto, o compromisso que cada um deles assume traduz o esforço da Seduc em ofertar uma educação de qualidade e preparar cidadãos e cidadãs capazes de participar ativamente da sociedade.

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“Os jogos, além de fortalecerem a cultura esportiva, simbolizam o pertencimento e o orgulho dos estudantes em representar suas escolas militares, demonstrando disciplina, dedicação e espírito de equipe”.


João Vitor e Heloisa Marinho, da EEM Dom Pedro II, em Rondonópolis

O estudante João Vitor Vieira, de 17 anos, da Escola Dom Pedro II, em Rondonópolis, vai participar das provas de cabo de guerra e exalta justamente o espírito de equipe nessa modalidade. “No ano passado minha equipe ficou em 6º lugar. Agora, voltamos mais unidos e seremos os primeiros, sem dúvida”.

Heloisa Marinho, de 14 anos, é colega do João Vitor na mesma escola. Ela faz parte da equipe de robótica. Diz estar ansiosa, mas confiante. “Chegamos aqui preparados e também vamos levar medalhas para Rondonópolis”, fala a estudante.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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