O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na quinta-feira (9.10), o resgate de dois corpos localizados em áreas de difícil acesso nos municípios de Peixoto de Azevedo e Alta Floresta. As ações foram realizadas em apoio à Polícia Civil e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
As operações demandaram o uso de técnicas especializadas devido à complexidade dos terrenos: um dos corpos estava no topo de um morro e o outro, no fundo de um poço.
Em Peixoto de Azevedo, a equipe do 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionada por volta das 13h pela Politec para resgatar o corpo de um adolescente de 15 anos, encontrado em um local de difícil acesso, conhecido como “Pedra do Amor”.
O resgate exigiu atenção redobrada por parte dos militares, devido às condições do terreno, uma região íngreme e com risco de deslizamento, além da necessidade de preservar a integridade do corpo para os procedimentos periciais.
Durante a operação, a equipe constatou que o jovem apresentava duas perfurações nas costas, provocadas por disparos de arma de fogo. Após o resgate, o corpo foi entregue à Politec para os procedimentos legais.
Já em Alta Floresta, a equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada pela Polícia Civil para retirar o corpo de uma vítima localizada no fundo de um poço, também de difícil acesso, em razão da profundidade e das condições do local.
Ao chegarem, os bombeiros militares identificaram risco de contaminação devido à presença de sangue misturado à água. Foi necessário utilizar uma bomba de sucção para reduzir o nível da água e possibilitar a visualização do corpo.
Na sequência, foi montado um sistema de multiplicação de forças para realizar a elevação e retirada da vítima do poço. Após o resgate, o corpo foi entregue à Politec e à PJC para as providências cabíveis.
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
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