Um prejuízo de R$ 50 mil em mercadorias foi evitado nesta quinta-feira (7.8) com auxílio das câmeras de monitoramento do programa Vigia Mais MT, após golpe a uma transportadora de Cuiabá.
Conforme informações, o suspeito se passando por entregador foi à transportadora em um veículo Fiat Ducato e com documento falso retirou a mercadoria. Ao perceber o golpe, a vítima acionou as forças de segurança via 190.
O veículo foi identificado na BR-364 chegando em Jaciara (144 km de Cuiabá) por uma câmera do Vigia Mais MT e o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) solicitou apoio da Polícia Militar, que localizou o veículo.
Toda a mercadoria foi recuperada, o suspeito foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia do município juntamente com o veículo.
O secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, destacou a eficiência e agilidade proporcionadas pela tecnologia do programa Vigia Mais MT na prevenção de prejuízos patrimoniais à população mato-grossense.
“Com auxílio da tecnologia conseguimos impedir o golpe no menor tempo possível e evitar prejuízos à diversas empresas nacionais que vendem seus produtos pela internet e as centenas de pessoas que pagaram por sua encomenda. Então, o retorno do investimento feito pelo Estado à população é extremamente positivo”, considerou.
Ele acrescentou ainda que toda ocorrência envolvendo veículo, a denúncia pode ser feita via 190 ou a 197 que as câmeras do Vigia Mais MT auxiliarão nas operações e investigações para solução do crime.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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