MATO GROSSO

Capacitação prepara setor público e privado para apresentar projetos a investidores

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A capacitação “Investe Mais Estados”, promovida pela Agência Mato-grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade (Invest MT), em parceria com a ApexBrasil e com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), foi encerrada nesta sexta-feira (15.5), em Cuiabá, após cinco dias de atividades voltadas à qualificação de representantes do setor público e do setor privado para atração de investimentos nacionais e internacionais.

Durante o treinamento, os participantes desenvolveram metodologias para estruturar projetos estratégicos e transformá-los em oportunidades mais atrativas para investidores. Como resultado da capacitação, serão produzidos 16 briefings de projetos, com expectativa de ampliar a atração de investimentos, fortalecer cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

O professor Javier S. Casademunt, consultor externo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e associado à ESADE Business School, considerada uma das principais escolas de negócios do mundo, foi o instrutor do workshop. Ele destacou que a proposta da capacitação foi preparar instituições públicas e privadas para apresentar projetos de forma mais estratégica ao mercado investidor.

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“O objetivo final deste workshop é treinar e capacitar o Governo do Estado e o setor privado para preparar briefings de projetos de investimento, permitindo que esses projetos sejam apresentados aos investidores de forma mais específica do que simplesmente convidá-los a conhecer o Estado”, afirmou.

A avaliação positiva foi compartilhada por participantes de diferentes setores que acompanharam a capacitação ao longo da semana. Entre eles, o assessor sindical do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Fernando Júnior Correia da Costa Siqueira, destacou a relevância da troca de conhecimentos proporcionada pelo evento e o impacto prático do conteúdo apresentado para o desenvolvimento de novos projetos.

“Esse workshop está sendo muito proveitoso. A troca de experiências e o contato com especialistas em atração de investimentos ajudam a entender melhor o que realmente chama a atenção de investidores externos. Isso permite que a gente desenvolva projetos mais atrativos, capazes de gerar oportunidades para exportação, novos investimentos e melhorias no setor, inclusive na área de logística”, disse.

O workshop reuniu representantes da Invest MT, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Parque Tecnológico Mato Grosso, Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), Assembleia Legislativa, Desenvolve MT, Prefeitura de Cuiabá, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), promovendo a integração entre diferentes áreas ligadas ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos.

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Segundo o diretor-presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, essa atuação conjunta entre instituições públicas e privadas é um dos principais diferenciais da iniciativa. “Cada instituição aqui presente possui suas próprias atividades e demandas, mas é importante que a gente consiga entender esse processo de forma conjunta. Quando conseguimos unir representantes de diferentes setores, o resultado para Mato Grosso tende a ser muito positivo. O objetivo é fazer as peças se juntarem para impulsionar cada vez mais o Estado por meio das instituições presentes”, disse.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Jornada jurídica debate interculturalidade e combate ao crime

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A integração entre a comunidade acadêmica e os diferentes ramos do Ministério Público marcou a 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos, realizada no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, nesta segunda-feira (18). O evento, idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), reuniu estudantes de Direito, membros das instituições e profissionais do sistema de Justiça.Durante a abertura, autoridades destacaram a importância da aproximação entre os estudantes e as carreiras ministeriais. O procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi, ressaltou que a proposta foi despertar a curiosidade dos acadêmicos sobre a atuação dos Ministérios Públicos. “A ideia aqui é despertar o interesse de vocês, a curiosidade de vocês, para o que os Ministérios Públicos fazem em Mato Grosso. Espero que vocês aproveitem bastante, tirem dúvidas e fiquem curiosos com o que a gente faz”, afirmou.A procuradora-chefe do MPT em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, enfatizou que o encontro buscou aproximar os estudantes da realidade profissional. “O que a gente quer trazer aqui é o que fazemos em questões específicas, para poder dar exemplos e mostrar caminhos possíveis para quem está construindo sua trajetória profissional”, destacou.Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, lembrou o papel constitucional da instituição. “Há, na nossa Constituição Federal, um lugar específico para o Ministério Público, que é a defesa do regime democrático. Além disso, a importância de que a ordem jurídica seja respeitada e os interesses sociais e individuais sejam protegidos”, afirmou.Interculturalidade e respeito às diferenças – o primeiro painel da jornada teve como tema “O Ministério Público na Defesa da Interculturalidade”. Os debates foram mediados pelo procurador-chefe do MPF, Ricardo Pael Ardenghi, e contaram com a participação do procurador da República Guilherme Fernandes Ferreira Tavares, da promotora de Justiça do MPMT Maria Coeli Pessoa de Lima e do procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Ao discutir a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais, a promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima destacou a necessidade de respeito às especificidades culturais sem relativizar direitos fundamentais. “Sempre que vamos tratar com comunidades indígenas e tradicionais, precisamos ter muito respeito. Eles têm o direito de viver a diferença deles. Mas violência nunca é cultura”, afirmou.A promotora também chamou atenção para os desafios enfrentados por mulheres indígenas e quilombolas no acesso à rede de proteção. “Temos barreiras geográficas, linguísticas e o racismo estrutural. O nosso grande desafio hoje é evitar que a violência chegue ao feminicídio nessas comunidades”, alertou.Combate ao assédio eleitoral – na sequência, os participantes acompanharam o painel “O Ministério Público no Combate ao Assédio Eleitoral”, mediado pela procuradora-chefe do MPT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani. Integraram a mesa o procurador da República Fabrizio Predebon da Silva, o promotor de Justiça do MPMT Mauro Poderoso de Souza e o procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Durante o debate, Mauro Poderoso destacou a complexidade do Direito Eleitoral e os impactos imediatos das decisões tomadas pela Justiça nessa área. “O direito eleitoral hoje é o direito mais complexo que existe. É um ramo que tem efeito imediato; você vê senador cassado, deputado cassado e presidente com inelegibilidade”, observou.O promotor também abordou o fenômeno do assédio eleitoral e a influência do crime organizado nos processos democráticos. “O assédio eleitoral é devastador; ele gera inelegibilidade, que é a pior consequência no direito eleitoral”, afirmou.Enfrentamento às facções criminosas – o terceiro e último diálogo teve como tema “O Ministério Público no Enfrentamento às Facções Criminosas”. A mediação foi conduzida pelo promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. Participaram da mesa a procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, o promotor de Justiça do MPMT Rodrigo Ribeiro Domingues e a procuradora do Trabalho Valdenice Amália Furtado.Durante sua exposição, Rodrigo Ribeiro Domingues abordou os avanços da nova legislação de enfrentamento às organizações criminosas e os instrumentos voltados ao enfraquecimento financeiro das facções. “A lei antifacção trouxe aspectos importantes para combater esse estado paralelo. Criou tipos penais específicos, como o de domínio social estruturado, e aumentou a reprimenda estatal”, explicou.O promotor ressaltou que o controle territorial exercido por grupos criminosos exige uma resposta integrada do Estado. “O principal avanço é o compartilhamento de informações e a cooperação. Cada instituição possui sua expertise e, reunidas, essas potencialidades otimizam a persecução penal”, destacou.A 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos foi realizada em alusão ao Dia do Estagiário e teve como objetivo aproximar os estudantes da prática ministerial, promovendo reflexões sobre temas que desafiam diariamente o sistema de Justiça e fortalecendo o diálogo entre academia e instituições públicas.Fotos: MPT-MT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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