MATO GROSSO

Cavalaria da PM detém quadrilha por associação criminosa, tráfico de drogas e abandono de incapaz

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Quatro pessoas foram detidas nesta quarta-feira (23.10), por policiais militares da Cavalaria do 26º Batalhão de Nova Mutum, por associação criminosa, tráfico de drogas e direção perigosa no bairro Paraíso, no município (a 241 km de Cuiabá).

Ainda na ação, as equipes flagraram quatro crianças sozinhas, que ficaram aos cuidados do Conselho Tutelar.

Os militares realizavam patrulhamento de rotina na região quando identificaram a quadrilha, em um veículo Gol vermelho, em atitude suspeita. Ao perceber aproximação das equipes, a condutora saiu em alta velocidade, o que deu início a uma perseguição policial.

O veículo foi abordado na Rua dos Jacarandás. Entre os suspeitos, estão uma mulher de 22 anos, dois homens, de 21 e 22 anos, e um adolescente, de 17.

A mulher relatou que possuía três porções de maconha e que era responsável pela comercialização de drogas a mando de uma organização criminosa.

Questionada sobre a droga, a suspeita revelou que teria mais entorpecentes e quantias em dinheiro em sua residência. Após a denúncia, as equipes se deslocaram até o endereço informado e encontraram duas crianças, de 3 e 1 ano, que estavam sozinhas.

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As meninas estavam vestidas apenas por fralda, que estava cheia de urina. Os policiais militares acionaram uma equipe do Conselho Tutelar para acompanhar o caso.

Durante busca domiciliar, os militares encontraram uma mochila com 93 pinos vazios para armazenamento de cocaína, uma balança de precisão, um simulacro de arma de fogo e sete porções de maconha no quarto da suspeita.

Além disso, foram apreendidos também R$ 356 em espécie, relógios, pulseiras e correntes. No momento da abordagem, chegou até a casa outras duas crianças (de idades não informadas), que retornavam sozinhas da escola.

As quatro crianças ficaram aos cuidados do Conselho Tutelar, e os suspeitos e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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