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“Com vice-governador, temos esperança e certeza de que nossos problemas serão resolvidos”, afirma prefeita de Nova Maringá

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“Quando o vice-governador vem até aqui, a gente começa a acreditar que os problemas serão resolvidos. A situação das estradas é crítica e precisamos de apoio para nossa população e para escoar nossa produção”, afirmou a prefeita de Nova Maringá, Ana Maria, durante reunião do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai (CIDESARP), realizada nesta quinta-feira (16.1), em Nortelândia.

O vice-governador Otaviano Pivetta se reuniu com prefeitos de 15 municípios para discutir ações emergenciais com o objetivo de minimizar danos das enchentes no interior de Mato Grosso. Na reunião, ele afirmou que o Governo do Estado está mobilizado na recuperação da infraestrutura e no apoio imediato às famílias afetadas na região.

“Estamos aqui para dar as mãos a todos vocês e resolver os problemas que afligem o nosso povo. O governo está atento a todas as demandas, canalizando os recursos necessários para que o retorno aconteça de forma eficiente. Vocês sabem que, em nossa gestão, o que fazemos é devolver os recursos que pertencem ao povo mato-grossense”, afirmou.

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Pivetta também ressaltou a atuação da Defesa Civil, que monitora a situação nos municípios mais afetados e realiza visitas para identificar as necessidades urgentes. “Vamos superar isso com serenidade, trabalhando em parceria com prefeitos e a população”, destacou o vice-governador.

O superintendente de Proteção e Defesa Civil, Luís Cláudio Pereira, falou sobre a importância da atuação coordenada entre municípios e Governo do Estado para atender as ações emergenciais e na solicitação de recursos federais.

“Assim que as chuvas atingiram a região, acionamos imediatamente todos os prefeitos das cidades afetadas e mobilizamos nossas equipes para atender as emergências. A situação era crítica em alguns municípios, mas conseguimos atender de forma eficiente. Agora, é imprescindível que os municípios nomeiem um coordenador de proteção e defesa civil para garantir a homologação estadual e a solicitação de recursos federais”, explicou Luís Claudio.

A reunião segue durante toda esta quinta-feira com a participação de prefeitos, vereadores e secretários dos municípios de Alto Paraguai, Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Denise, Diamantino, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Olímpia, Porto Estrela, Santo Afonso, São José do Rio Claro e Tangará da Serra.

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Participaram também da reunião os deputados estaduais Eduardo Botelho, Dr. João, Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo, além do presidente da MT Participações e Projetos S/A (MT Par), Wener Santos; e do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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