O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta segunda-feira (26.1), um incêndio em uma carreta na rodovia MT-325, no município de Canarana (651 km de Cuiabá).
A equipe do 2º Pelotão Independente Bombeiro Militar (2º PIBM) foi acionada por volta das 4h18 e se deslocou para o local da ocorrência.
Ao chegar, os bombeiros providenciaram a segurança da cena, com a interdição da via. A sinalização foi feita com o posicionamento do caminhão de combate de um lado da rodovia e a utilização de cones do outro, uma vez que a carreta encontrava-se em chamas sobre a pista, impossibilitando o trânsito de outros veículos durante a operação.
Em contato com o motorista da carreta, ele informou que o fogo teve início na região do eixo do veículo, por volta das 3h00. O condutor relatou ainda que tentou obter ajuda em uma fazenda próxima, porém sem sucesso.
Durante a avaliação da ocorrência, foi constatado que cerca de 70% da carga já havia sido consumida pelo fogo. A equipe iniciou o combate direto às chamas, utilizando aproximadamente 75% da capacidade de água do caminhão de incêndio. A grande quantidade de material combustível empilhado dificultou a extinção total do foco.
Para reforçar o combate, os bombeiros contaram com o apoio de um caminhão-pipa do município de Canarana, que passou a atuar como auto-tanque, abastecendo a viatura de combate responsável por bombear água para as linhas de ataque.
Com o reforço hídrico, foram montadas duas linhas de combate. Com o incêndio em fase de controle, um militar realizou os trabalhos de ventilação e rescaldo, que consistem na eliminação de possíveis focos remanescentes, enquanto outro efetuava a remoção e o reviramento dos materiais queimados, avançando gradativamente para as partes mais profundas da carga.
Ao todo, foram utilizados cerca de 14 mil litros de água para conter as chamas. Não houve registro de vítimas.
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações. A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades. De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso. O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos. Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou. Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.
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