O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta segunda-feira (26.1), um incêndio em uma carreta na rodovia MT-325, no município de Canarana (651 km de Cuiabá).
A equipe do 2º Pelotão Independente Bombeiro Militar (2º PIBM) foi acionada por volta das 4h18 e se deslocou para o local da ocorrência.
Ao chegar, os bombeiros providenciaram a segurança da cena, com a interdição da via. A sinalização foi feita com o posicionamento do caminhão de combate de um lado da rodovia e a utilização de cones do outro, uma vez que a carreta encontrava-se em chamas sobre a pista, impossibilitando o trânsito de outros veículos durante a operação.
Em contato com o motorista da carreta, ele informou que o fogo teve início na região do eixo do veículo, por volta das 3h00. O condutor relatou ainda que tentou obter ajuda em uma fazenda próxima, porém sem sucesso.
Durante a avaliação da ocorrência, foi constatado que cerca de 70% da carga já havia sido consumida pelo fogo. A equipe iniciou o combate direto às chamas, utilizando aproximadamente 75% da capacidade de água do caminhão de incêndio. A grande quantidade de material combustível empilhado dificultou a extinção total do foco.
Para reforçar o combate, os bombeiros contaram com o apoio de um caminhão-pipa do município de Canarana, que passou a atuar como auto-tanque, abastecendo a viatura de combate responsável por bombear água para as linhas de ataque.
Com o reforço hídrico, foram montadas duas linhas de combate. Com o incêndio em fase de controle, um militar realizou os trabalhos de ventilação e rescaldo, que consistem na eliminação de possíveis focos remanescentes, enquanto outro efetuava a remoção e o reviramento dos materiais queimados, avançando gradativamente para as partes mais profundas da carga.
Ao todo, foram utilizados cerca de 14 mil litros de água para conter as chamas. Não houve registro de vítimas.
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) informa que o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso da safra 2025/26 já está em vigência. O período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja, visando diminuir incidência da ferrugem asiática, começou na segunda (8.6) e vai até o dia 06 de setembro, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026 entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Durante o período de 90 dias de vigência da fase proibitiva de plantio de soja, o Indea realizará fiscalizações nas propriedades produtoras para verificar se o vazio sanitário está sendo cumprido.
A medida fitossanitária foi instituída pelo Indea em 2006, por sugestão de produtores e pesquisadores que perceberam a necessidade de controlar a principal doença da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e doenças da cultura.
O fungo que causa a ferrugem asiática da soja precisa de hospedeiro vivo (plantas vivas de soja) para se desenvolver e multiplicar, ao eliminar as plantas de soja na entressafra quebra-se o ciclo do fungo, retardando o surgimento da doença na safra seguinte.
A ferrugem asiática provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica para Mato Grosso.
O produtor rural que foi pego descumprindo está sujeito a multa 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), no valor atual de R$ 7.855,20, mais 02 UPFs por hectare da área reservada ao plantio.
Produção
Dados do Indea demonstram que a cultura se encontra em expansão no Estado. Na safra 2024/2025 foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), com total de área de 11.353.852 hectares. Já na safra 2025/2026 foram cadastradas 16.610 UPs, com uma área de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares de soja.
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