MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros entrega tablets aos vencedores do Desafio Repórter Sentinelas do Amanhã

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta sexta-feira (12.12), em Cuiabá, uma solenidade simbólica de premiação dos estudantes vencedores do Desafio Repórter Sentinelas do Amanhã. O evento marcou oficialmente o encerramento da iniciativa e celebrou o desempenho dos cinco alunos premiados no Estado.

Realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o desafio integra o projeto Sentinelas do Amanhã e foi direcionado aos estudantes das cinco Escolas Estaduais Militares Dom Pedro II. A proposta consistiu na produção de vídeos educativos sobre prevenção a queimadas e incêndios florestais, sendo os vencedores definidos pelos maiores índices de engajamento alcançados nas redes sociais.

Cada estudante recebeu um tablet como forma de reconhecimento pelo empenho e criatividade demonstrados. Os professores responsáveis por apresentar e acompanhar o conteúdo do programa também foram premiados. Na Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici, em Cuiabá, o prêmio foi entregue ao estudante Manoel Neto e à professora Arci Adriane que, no evento, foi representada pela coordenadora da escola.

Legenda: Entrega do prêmio em Colíder

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De acordo com o comandante-geral adjunto e chefe do Estado-Maior do CBMMT, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, iniciativas como essa reforçam a importância de promover a conscientização desde cedo e de envolver os jovens em temas essenciais, como a prevenção de queimadas e incêndios florestais e proteção do meio ambiente.

Segundo ele, quando os estudantes participam ativamente de ações educativas, tornam-se multiplicadores de conhecimento. “Somos acometidos por esse desastre, que são os incêndios florestais, todos os anos. Com o conhecimento acumulado ao longo do tempo, hoje o Corpo de Bombeiros Militar se destaca no cenário nacional como referência no enfrentamento desse tipo de ocorrência. Temos todo um planejamento voltado especificamente para o combate aos incêndios florestais”, destacou o coronel.

Além do estudante e da professora de Cuiabá, foram premiados os estudantes Dalessandro Rikelme, de Alta Floresta; Geovana Cordeiro, de Colíder; Nicolas Oliveira, de Rondonópolis; e Rebeca, de Barra do Garças. A entrega da premiação nesses locais ocorreu em datas anteriores, marcando o fim da edição do projeto Sentinelas do Amanhã de 2025.

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Também prestigiaram o encerramento do Desafio Sentinelas do Amanhã, o diretor da Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici, coronel BM Sandro dos Santos Caillava, o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa do CBMMT, coronel BM Josiel Borges da Silva, e o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.

Sentinelas do Amanhã

O programa Sentinelas do Amanhã foi desenvolvido ao longo deste ano pelo CBMMT e capacitou cerca de 1,1 mil educadores sobre o tema. Esses profissionais repassaram o conteúdo a centenas de alunos, ampliando o alcance das ações de conscientização nas escolas. O objetivo da iniciativa é estimular a conscientização de crianças e adolescentes sobre o uso responsável do fogo, além de reforçar a importância da educação ambiental e da conservação dos recursos naturais.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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