MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros forma novos aspirantes em primeiro curso de formação de oficiais de MT

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Dezenove cadetes do primeiro Curso de Formação de Oficiais (CFO), realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), foram oficialmente declarados aspirantes a oficial durante cerimônia militar realizada na sexta-feira (30.5). A formatura representa um marco histórico para a corporação, pois trata-se da primeira turma do CFO formada integralmente em solo mato-grossense.

A solenidade foi presidida pelo comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, acompanhado pelo secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel PM César Roveri, e pelo comandante-geral adjunto e chefe do Estado-Maior do CBMMT, coronel BM Rony Robson Cruz Barros. Os coronéis da corporação, além de familiares e amigos dos aspirantes, também prestigiaram a cerimônia.

Durante a solenidade, os novos aspirantes alcançaram o primeiro posto da carreira de oficial e, como símbolo dessa transição, receberam uma espada, insígnia tradicional que representa o compromisso com a vida militar. Também prestaram juramento à bandeira e ao serviço público, assumindo o compromisso de liderar, proteger e servir com excelência.

De acordo com o comandante-geral, coronel Glêdson, a espada não é apenas um ornamento, mas o reflexo da confiança depositada em todos os novos aspirantes. Segundo ele, a partir desta data, os aspirantes assumem o dever de salvar vidas, preservar a ordem e zelar pelos mais altos valores da instituição e da sociedade.

“Nosso papel aqui é fazer essa instituição avançar. Essas pessoas, que ingressam como aspirantes, sem dúvida farão uma grande diferença dentro da nossa corporação. Portanto, sejam bem-vindos, senhores, à melhor profissão do mundo. Aqui, salvamos vidas, e não há nada mais gratificante do que isso”, afirmou.

O comandante destacou ainda que a inclusão dos novos aspirantes é reflexo de um trabalho realizado ao longo dos últimos anos, fruto de planejamento estratégico e investimentos contínuos, além do comprometimento de toda a corporação e do compromisso do Governo do Estado em ampliar a atuação do CBMMT.

Ainda conforme o comandante, a realização do curso em território mato-grossense demonstra a crescente autonomia e fortalecimento do CBMMT, além de representar um importante avanço na valorização da formação dos próprios quadros da corporação. Dos 19 novos aspirantes, apenas cinco não são de Mato Grosso.

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“Percebo o quanto a nossa instituição tem avançado graças à atual gestão do governador Mauro Mendes, pela confiança depositada no trabalho do Corpo de Bombeiros. Aproveito para agradecer a todos os oficiais e praças do CBMMT, pois esse avanço só é possível devido ao reconhecimento do trabalho realizado na linha de frente. Esse é o reconhecimento do Governo do Estado, que compreende a importância de termos bombeiros presentes em mais municípios, mais capacitados e em número suficiente para oferecer, com excelência, o serviço emergencial finalístico da nossa instituição”, afirmou.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel Roveri, reforçou que a corporação continuará recebendo investimentos significativos, tanto no aumento do efetivo quanto na melhoria da estrutura. Entre as ações, estão a inclusão de novos bombeiros temporários, o chamamento dos aprovados no último concurso público e a abertura de novas unidades operacionais no interior do estado.

“Lembro-me de quando, há cerca de um ano, o senhor assumiu o comando do Corpo de Bombeiros. De lá para cá, tivemos muitos avanços, mas gostaria de destacar aqueles que ainda estão por vir: a incorporação de novos integrantes aprovados no último concurso e o reforço com até 500 bombeiros temporários, autorizados pelo governador do Estado de Mato Grosso. Além disso, teremos a construção e inauguração de 10 novas unidades no interior do estado, ampliando a presença e a capacidade de atendimento do Corpo de Bombeiros”, destacou.

Durante os dois anos de formação, os cadetes enfrentaram uma rotina intensa, marcada por uma elevada carga horária, instruções práticas em campo, atividades interdisciplinares, simulados operacionais e avaliações constantes. A jornada exigiu resiliência, disciplina e comprometimento diário de cada cadete.

O agora aspirante a oficial BM Delfino Alves Florentino Júnior, que foi declarado o melhor aluno da turma, relembrou os desafios enfrentados e o esforço necessário para alcançar esse reconhecimento. “Eu me sinto muito feliz por ter conseguido chegar até esse momento, e agradeço à minha turma. Nós estudamos muito juntos, tivemos uma competição justa e acirrada, e acho que isso trará bons frutos para a minha carreira. Agora, pretendo contribuir com a corporação na medida dos meus conhecimentos adquiridos ao longo desses dois anos e somar no que for preciso”, reforçou.

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Uma das três mulheres a concluir o CFO, a aspirante a oficial BM Ludmilla Bianchini destacou que a formatura representa não apenas uma realização pessoal, mas a consolidação do avanço da instituição Corpo de Bombeiros. “Hoje encerramos um ciclo, coroado com a declaração do aspirantado. Percebemos que, no ano passado, quando o Corpo de Bombeiros completou 60 anos, já possuía a capacidade de formar oficiais, e essa declaração vem para confirmar isso. O Corpo de Bombeiros Militar é capaz de realizar o Curso de Formação, e nossa turma é a prova viva disso”, disse.

Ela ainda lembrou que a presença e a participação das mulheres têm transformado a corporação, quebrando barreiras históricas e fortalecendo a diversidade e a representatividade no Corpo de Bombeiros Militar.

“A gente conquistou muito. Deve ter sido muito difícil no começo, e hoje eu vejo tantas colegas do sexo feminino trabalhando. A gente se une e quer que todos cheguem ao mesmo lugar, que todas tenham igualdade no trabalho, oportunidades e consigam conquistar o espaço que antes era só masculino. Hoje é uma realização”, garantiu.

Já o aspirante a oficial BM Felipe Cruz Vieira, afirmou que a conquista representa a superação de obstáculos e o início de uma nova etapa repleta de responsabilidades e oportunidades. “Olhando para trás, vendo todas as dificuldades que enfrentamos, sentimos muito orgulho de ter concluído esse curso tão difícil que é o Curso de Formação de Oficiais. A partir de agora, a expectativa é muito grande. Todos nós esperamos poder contribuir ao máximo, não somente com a instituição, mas com toda a sociedade mato-grossense”, concluiu.

Concluída a formatura, os novos aspirantes passam a desempenhar funções de liderança, assumindo responsabilidades estratégicas e operacionais em diversos setores da corporação.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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