MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros socorre criança atropelada em frente à escola

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na segunda-feira (10.11), um menino de 11 anos vítima de atropelamento na Avenida Mato Grosso, em frente a uma escola no bairro Jardim das Palmeiras, em Lucas do Rio Verde (a 333,9 km de Cuiabá).

A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada por volta das 6h45 por populares para atender a ocorrência. Segundo informações, a criança teria sido atingida por uma motocicleta enquanto atravessava na faixa de pedestres.

No local, os bombeiros militares encontraram o menino caído ao solo, consciente e orientado, apresentando escoriações, um corte com sangramento na base do crânio e dores no braço direito. Após avaliação, foram descartadas fraturas ou hemorragias graves.

A equipe realizou a imobilização cervical, curativos e o transporte da vítima em prancha rígida até o Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde o menino recebeu atendimento médico especializado.

Segurança no trânsito

O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de que condutores e pedestres atuem com segurança no trânsito. Pedestres devem sempre atravessar nas faixas sinalizadas e observar o tráfego antes de cruzar a rua. Motoristas e motociclistas, por sua vez, devem reduzir a velocidade em áreas escolares e redobrar a atenção, garantindo a segurança de crianças e demais pedestres.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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