O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, no domingo (19.10), uma ocorrência de capotamento de veículo em uma zona rural nas proximidades da Comunidade São Cristóvão, em Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá).
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada por volta das 16h. Ao chegar no local, os bombeiros militares receberam informações que o condutor retornava para casa, quando perdeu o controle do carro e colidiu contra um morro de terra às margens da estrada, resultando no capotamento do veículo.
O condutor foi encontrado consciente e orientado, sentado às margens da via. Apresentava um corte na região do crânio e fortes dores abdominais, mas sem sinais aparentes de fratura. A vítima relatou ter sido ejetada do veículo por estar sem cinto de segurança no momento do acidente.
Após atendimento pré-hospitalar, imobilização e pranchamento, o homem foi encaminhado ao Hospital São Lucas, seguindo orientação médica.
O CBMMT reforça a importância da atenção redobrada nas estradas, especialmente em vias de chão e sob condições adversas de clima. O uso do cinto de segurança é obrigatório e essencial para salvar vidas, mesmo em trajetos curtos ou em áreas rurais.
Grande parte dos ferimentos graves em capotamentos ocorre pela falta de uso do cinto, que impede a ejeção do ocupante e reduz drasticamente o risco de morte. Além disso, o respeito aos limites de velocidade e a manutenção preventiva dos veículos são medidas fundamentais para evitar acidentes.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) atendeu, de janeiro a maio deste ano, 52 ocorrências de acidentes em rodovias envolvendo carga de produto perigoso. Desse total, 12 registraram derramamento de substâncias. O órgão ambiental mato-grossense integra a Comissão Multidisciplinar de Atendimento e Monitoramento de Emergências Ambientais com Produtos Perigosos.
De acordo com a presidente da Comissão Estadual do P2R2 (Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos), Cristina Silva Batista França Auad, a atuação da Sema segue à risca as medidas estabelecidas em protocolo.
Entre as ações previstas, estão a caracterização dos riscos em virtude da emissão de produtos para o meio ambiente, execução do monitoramento ambiental do solo, água e ar, apoio aos trabalhos de campo e determinação de ações de controle a serem desencadeadas para a recuperação das áreas ambientais atingidas.
“Quando necessário, a Sema também efetua a aplicação de penalidades como embargos, multas, entre outros atos, na esfera administrativa e ambiental. Além disso, estabelece recomendações, condicionantes e exigências, mediante processo de licenciamento ambiental, com intuito de minimizar os impactos ambientais provocados por atividades potencialmente poluidoras”, explicou a presidente da comissão.
Segundo ela, 20 servidores do órgão ambiental da Capital e interior integram a comissão estadual. “A Sema participa em regime de plantão. Sempre que acontece um acidente nas rodovias, a concessionária Nova Rota do Oeste ou a Polícia Rodoviária Federal entra em contato para realização do comitê de crise e organização das ações. Imediatamente, uma equipe da Sema é deslocada para atender a ocorrência”, explicou.
Na segunda-feira (1º.6), por exemplo, a Sema foi acionada para atender um acidente envolvendo um caminhão-tanque que transportava cerca de 59 mil litros de etanol, no km 115 da BR-163, na zona rural de Rondonópolis.
Durante a vistoria, três servidores da Unidade Desconcentrada da Sema em Rondonópolis constataram a ocorrência de vazamento em pequena proporção de óleo diesel do tanque que alimenta o motor do caminhão no momento da retirada do veículo. Verificaram ainda a existência de um curso d´água na faixa de domínio da rodovia, mas não foi constatado derramamento de produto até o local.
De imediato, a empresa responsável pelo transporte foi notificada pelo órgão ambiental a providenciar a remoção de todos os produtos e resíduos oriundos do acidente e o transbordo de combustível contido no interior do caminhão tombado.
A Sema emitiu também, uma segunda notificação, fixando um prazo de 60 dias para que a empresa apresente o relatório técnico conclusivo das ações desenvolvidas para a recuperação ambiental da área atingida pelo acidente e encaminhe os resíduos gerados pelo acidente para destinação final em local devidamente licenciado.
Comitê de Crise
Diante do registro de um sinistro envolvendo produto perigoso, a Nova Rota instaura um Comitê de Crise, composto pela Concessionária, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), transportador e embarcador. A medida tem como objetivo definir um plano de ação imediato para o atendimento da ocorrência, visando à liberação do tráfego de veículos e à mitigação dos impactos posteriores.
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