Uma águia-cinzenta solta ano passado no Santuário de Elefantes Brasil, no município de Chapada dos Guimarães, foi vista em vida livre, sobrevoando o local. Na imagem, considerada rara por especialistas, a ave que é ameaçada de extinção estava acompanhada de outro animal da mesma espécie. A fotografia foi feita dias atrás pelo diretor do local, Scott Blais.
A águia foi resgatada em uma residência no município de Ribeirão Cascalheira e cuidada pela proprietária, que é bióloga, até ser levada para uma clínica especializada. Durante o tratamento os exames não constataram nenhum problema em sua estrutura física, sua saúde estava preservada.
Após receber alta, o animal foi destinado pela Gerência de Fauna Silvestre da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para um recinto de reabilitação no Santuário dos Elefantes onde treinou voo até estar apto a voltar à natureza. A soltura aconteceu em 2024.
A analista da secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e médica veterinária, Danny Moraes, comemorou o registro. “Foi com imensa satisfação que recebemos este registro do Santuário de Elefantes Brasil. É um animal em perigo de extinção e todo suporte foi dado para que conseguíssemos destiná-lo a uma área que fosse capaz de dar condições de vôo e que o animal retornasse em segurança ao ambiente natural”.
Esta espécie precisa de uma grande área de vida (com cerca de 500km² por casal) e a fragmentação de habitats, tráfico e agrotóxicos deixam esta águia mais vulnerável à extinção, explica Danny.
“A parceria entre a Sema e as áreas de soltura impulsiona a criação de um ambiente ecologicamente equilibrado, beneficiando toda a sociedade e garantindo que os animais possam prosperar e se reproduzir em seu habitat natural”.
O recinto construído no Santuário dos Elefantes tem a finalidade de dar o espaço necessário para que aves possam desenvolver a musculatura peitoral e alcancem voos mais longos, um dos protocolos de reabilitação que permite a volta a seu habitat natural.
A espécie Urubitinga coronata, conhecida popularmente como águia-cinzenta, é uma ave grande, sendo que o adulto pode chegar 85 centímetros e pesar até 3,5 kg. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o animal está listado na categoria Em Perigo.
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
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