MATO GROSSO

Escola Técnica Estadual de Várzea Grande abre, pela primeira vez, vagas para curso técnico em enfermagem

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A Escola Técnica Estadual (ETEC) de Várzea Grande está com inscrições abertas para a primeira turma do curso técnico em enfermagem. O ingresso será realizado por meio do Processo Seletivo 2026/2 da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), com inscrições gratuitas realizadas de forma online.

Ao todo, estão sendo ofertadas 80 vagas para o curso, que terá carga horária de 1.600 horas e aulas no período noturno. As oportunidades estão distribuídas entre ampla concorrência e ações afirmativas, contemplando candidatos negros, oriundos de escolas públicas, indígenas e pessoas com deficiência.

A formação inclui atividades teóricas e práticas, além de estágio curricular obrigatório em instituições parceiras da área da saúde, proporcionando aos estudantes experiência profissional e contato direto com a rotina dos serviços de atendimento à população.

Para o diretor da ETEC de Várzea Grande, Gabriel Fidelis, a implantação do curso representa avanços para a educação profissional e fortalecimento da rede de saúde da região.

“A oferta do Curso Técnico em Enfermagem pela ETEC de Várzea Grande representa um marco importante para a educação profissional e para a saúde da nossa cidade. Estamos ampliando as oportunidades de formação para jovens e adultos que desejam ingressar em uma das áreas mais essenciais da sociedade, ao mesmo tempo em que contribuímos para a qualificação da mão de obra que atua nos serviços de saúde de Várzea Grande, Cuiabá e municípios vizinhos”, destaca.

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As inscrições seguem abertas até o dia 24 de junho. Podem participar candidatos que já concluíram ou que estejam cursando o Ensino Médio. A seleção será realizada por meio de sorteio eletrônico público, marcado para o dia 1º de julho. O início das aulas está previsto para o dia 21 de julho

Segundo Gabriel Fidelis, a expectativa para a primeira turma é bastante positiva. “Estamos trabalhando para oferecer uma formação de excelência, aliando teoria e prática, para que os estudantes saiam preparados para os desafios do mercado de trabalho e para atuar com competência, ética e humanização no cuidado às pessoas. Temos a convicção de que essa será apenas a primeira de muitas turmas que irão transformar vidas e contribuir diretamente para o fortalecimento da saúde pública e privada em nossa região”, finaliza.

Link para o edital aqui (clique).

Link para as inscrições aqui (clique).

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Nova Política Nacional de Educação Inclusiva é apresentada

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A nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e pela Portaria MEC nº 421/2026, foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, durante a capacitação “Abraçando as Diferenças”. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) estabelece diretrizes para fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, ampliando o apoio às redes de ensino e promovendo melhores condições de acesso, permanência, aprendizagem e participação escolar.A abertura dos trabalhos foi conduzida pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, que atuou como mediadora do encontro. Como palestrante, participou o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, foi o responsável por apresentar as diretrizes, avanços e os desafios relacionados à implementação da nova política em todo o país.A PNEEI surge em contexto de crescimento das matrículas da educação especial em classes comuns e busca orientar a atuação das redes de ensino na construção de uma educação cada vez mais inclusiva. Entre as principais medidas, estão a regulamentação do profissional de apoio escolar, a definição de diretrizes para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios.Um dos destaques da política é a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (RENEEI), que terá a missão de apoiar a implementação das ações, promover a formação continuada dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre as áreas de educação, saúde, assistência social e do sistema de garantia de direitos.Durante a apresentação, foram destacados dados que demonstram os avanços da educação inclusiva no país. Atualmente, o Brasil registra cerca de 2,5 milhões de matrículas na educação especial, das quais 93,5% correspondem a estudantes incluídos em classes comuns. Na rede pública de ensino, esse percentual alcança 98,1%.Outro avanço previsto na política é a utilização do estudo de caso como instrumento pedagógico para identificar barreiras à aprendizagem e definir estratégias de apoio aos estudantes. A proposta reforça que o foco da atuação educacional deve estar nas necessidades de cada aluno e na eliminação dos obstáculos que dificultam sua participação no ambiente escolar, e não exclusivamente em diagnósticos clínicos.A normativa também prevê a implantação dos Núcleos Intersetoriais de Educação Especial Inclusiva, compostos por representantes das áreas de educação, saúde, assistência social e órgãos de proteção de direitos. O objetivo é ampliar a atuação integrada dessas instituições e fortalecer o acompanhamento dos estudantes da educação especial.Durante o debate, o Ministério Público destacou a importância do monitoramento da implementação da política. Nesse contexto, Marco Antônio Melo Franco ressaltou que o Observatório da Educação Especial Inclusiva será uma das principais ferramentas para acompanhar a execução das ações em todo o território nacional.Segundo o coordenador, o observatório permitirá compreender como a política está sendo aplicada nas diferentes regiões do país, identificando desafios e oportunidades de aprimoramento das ações voltadas à inclusão escolar. Ele também reforçou a importância das parcerias institucionais, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer a efetivação das políticas públicas educacionais.Entre as iniciativas previstas está o Selo Redes Educacionais Inclusivas, que reconhecerá experiências exitosas na promoção da inclusão escolar e contribuirá para a disseminação de boas práticas nas redes de ensino.A política prevê uma estrutura nacional de governança, com coordenadores e agentes distribuídos em todos os estados brasileiros para acompanhar a implementação das ações, promover a articulação entre os municípios e fornecer informações estratégicas ao Ministério da Educação.Atualmente, estão em andamento a estruturação dos centros de referência nas 27 unidades da Federação, a implantação do Observatório da Educação Especial Inclusiva e a organização dos núcleos intersetoriais que atuarão nos territórios.Saiba mais – A capacitação foi promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), escola institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico; o Centro de Apoio Operacional de Educação; e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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