Policiais militares do 2º Pelotão apreenderam, nesta segunda-feira (10.11), um revólver calibre .32, munições, porções de maconha e cocaína, durante abordagem em uma zona rural do município de Nova Monte Verde (823 km de Cuiabá). Na ação, Thiago Henrique dos Santos Lopes, de 23 anos, integrante de uma facção criminosa morreu, após confronto com as equipes. Ele possuía mandado de prisão em aberto e passagens criminais por homicídio, tráfico de drogas, receptação, direção perigosa e uso ilícito de entorpecentes.
Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, os policiais militares receberam informações de que o suspeito, conhecido como Piloto, utilizava um veículo modelo Toyota Corolla preto, para buscar e entregar entorpecentes na zona rural de Nova Monte Verde. Na ocasião, Thiago estava em uma propriedade na Estrada Epitácio.
Diante da denúncia, os policiais militares reforçaram o policiamento com bloqueios em toda região. Em um dos pontos, as equipes localizaram o suspeito no veículo. O carro possui películas completamente escuras, dificultando a visibilidade no interior do veículo.
Durante tentativa de abordagem, o homem saiu rapidamente do veículo efetuando disparos de arma de fogo contra os policiais militares, que revidaram à agressão. O suspeito foi baleado e socorrido pelos militares ao Hospital de Nova Monte Verde, porém não resistiu e veio à óbito.
Ao ser identificado, os militares apreenderam a arma, munições e algumas porções de entorpecentes. O veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à delegacia para a lavratura do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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