MATO GROSSO

Governo de MT entrega casas para famílias em situação de vulnerabilidade: “Esperei 12 anos por esse momento”, afirma contemplada

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O Governo de Mato Grosso realizou, na manhã deste sábado (18.10), a segunda entrega de chaves de casas populares do dia, pelo programa SER Família Habitação. Em Lucas do Rio Verde, 30 famílias em situação de vulnerabilidade social receberam gratuitamente as chaves da casa própria, no bairro Jardim Primavera III.

Ainda no município, o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes realizaram o lançamento da pedra fundamental para a construção de mais 2 mil casas pelo programa.

Uma das contempladas com a doação da casa é a moradora Sueli Ferreira. “Esperei 12 anos por esse momento, de ser contemplada com uma casa. Sempre pedi muito a Deus, muitas vezes eu chorava, mas aqui estou hoje com a chave graças a vocês do Governo. Estou muito feliz, vocês não têm nem explicação”, comentou.

Sueli e as outras 29 famílias também foram contempladas pelo SER Família Habitação Faixa 0, voltado para famílias com renda per capita de até R$ 218. Elas recebem a casa sem precisar dar entrada ou pagar pelo financiamento.

“É um sonho de todo ser humano ter uma casa própria. Estou muito grata a Deus, ao Governo e à Prefeitura por essa entrega. É a realização de um sonho, essa casa vai mudar minha vida”, destacou Creuza da Silva, outra moradora contemplada com a doação da casa.

O governador Mauro Mendes afirmou que os imóveis darão mais segurança para as famílias contempladas. “Segurança é um dos valores fundamentais para o ser humano. Para você se sentir numa família segura, é preciso ter um lar, um teto, para saber que, no final do dia, você vai criar uma vida e ter um local para repousar quando chegar à velhice. Estamos, em nome do povo mato-grossense, realizando o sonho dessas pessoas”, pontuou.

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Idealizadora do programa, a primeira-dama Virginia Mendes também afirmou que a entrega representa a realização de um sonho das famílias. “Entregar uma casa própria é oferecer dignidade, esperança e segurança para cada família. A gratidão é imensa. Agradeço a Deus pela oportunidade de proporcionar essa felicidade e transformar vidas por meio desse programa”, destacou.

Casas entregues para as 30 famílias em Lucas do Rio Verde. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Mais unidades habitacionais para Lucas do Rio Verde

Após a doação das casas, o governador Mauro Mendes lançou a pedra fundamental para a construção de mais 2 mil unidades habitacionais do Residencial Jardim Esperança I, em Lucas do Rio Verde, por meio das demais faixas do programa SER Família Habitação. O empreendimento já está em obras e fica localizado no bairro Jardim Esperança. O aporte do Estado pode chegar a mais de R$ 33 milhões nos imóveis.

“É fundamental para a vida das pessoas ter a oportunidade de conquistar a casa própria. Para a cidade, é importante fixar as pessoas aqui, fortalecendo o processo de crescimento e desenvolvimento. Contem com o Governo para que possamos continuar desenvolvendo o setor de habitação e realizando os sonhos das pessoas”, destacou o governador Mauro Mendes.

Governador Mauro Mendes em coletiva de imprensa. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Pelas Faixas 1 a 4, o programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, concede até R$ 35 mil para serem aplicados na entrada de imóveis, para famílias que recebem até R$ 12 mil de renda. O valor pode ser somado aos benefícios do programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida, e o terreno doado pelo município também é abatido do valor total do imóvel, tornando a aquisição ainda mais acessível.

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O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, apontou que, além dos subsídios dos governos federal e estadual, a Prefeitura ainda faz um aporte de mais R$ 10 mil para cada beneficiário do programa.

“É o programa de habitação mais inovador do Brasil. Eu não conheço nenhum outro governo que tenha um programa com a participação tão intensa e cirúrgica para resolver o problema do déficit habitacional nas cidades. Se não fosse o apoio dos governos, metade dos beneficiados ficaria no caminho, porque não tem dinheiro para pagar a entrada. Essa é uma realidade aqui em Lucas: 70% dos nossos trabalhadores recebem até cinco salários mínimos e pagam um aluguel de R$ 1,5 mil reais. Como sobra para fazer uma poupança? Por isso, esse programa tem tido tanto sucesso, por conta dessa união de esforços”, disse.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O assessor especial da Presidência da República, Valtenir Pereira, que representou o Governo Federal, destacou que as casas vão marcar um novo capítulo na história das famílias.

“Cada casa que começa a se erguer neste solo representa um sonho que deixa de ser promessa e passa a ser realidade. Este canteiro de obras é o símbolo de uma grande aliança pelo povo, por meio dos programas Minha Casa, Minha Vida e SER Família Habitação. Dois programas, dois governos e um mesmo propósito: dar dignidade, moradia e esperança ao povo”, disse.

Também acompanharam o deputado estadual Valmir Moretto, os secretários Klebson Gomes (Assistência Social e Cidadania) e Vitor Hugo Bruzulato (Justiça), o presidente da MT Par, Wener Santos, o comandante-geral da PM, coronel Fernando Tinoco, e o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso, João Henrique Oliveira.

Casas em construção pelo programa SER Família Habitação. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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