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Governo de MT investe mais R$ 225 milhões para melhorar infraestrutura, saúde e educação de Alta Floresta

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O Governo de Mato Grosso está investindo mais R$ 225 milhões em Alta Floresta, nas áreas de infraestrutura, educação, habitação e agricultura familiar. O anúncio dos investimentos foi feito nesta quinta-feira (26.3), na mesma ocasião em que o novo Hospital Estadual do Alto Tapajós foi inaugurado no município.

O prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, afirmou que os investimentos do Governo de Mato Grosso marcam um novo momento para o município, que completa 50 anos em 2026.

“A condução do governo foi ímpar nos últimos sete anos. Alta Floresta recebeu praticamente o equivalente à sua arrecadação em recursos do Estado. Entregas que levariam até 50 anos aconteceram em sete. Não tem presente melhor para o aniversário da cidade”, destacou.

Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, apontou que os recursos vão impactar diretamente o desenvolvimento local.

“Esses recursos vão fazer história na vida das pessoas. Cada investimento anunciado aqui hoje reflete o compromisso do governo em cuidar das pessoas e transformar a realidade dos municípios. O Estado teve que tomar medidas duras para que os benefícios chegassem na ponta, impactando positivamente a vida de cada cidadão”, afirmou.

O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou que a presença do Estado foi determinante para a retomada do crescimento local. “Alta Floresta é uma cidade simbólica para os mato-grossenses. Por algum tempo, parou no tempo pela falta de investimentos. A partir de 2019, isso mudou, o Estado ficou mais presente e melhorou a vida da população”, disse.

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Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

Investimentos anunciados para Alta Floresta

No Hospital Estadual de Alto Tapajós, o Governo do Estado investiu R$ 205 milhões. A unidades tem 18 mil m² de área construída e 162 leitos totais, sendo 40 de UTI.

A infraestrutura do município recebeu investimentos na ordem de R$ 1,9 milhão, para asfaltamento da Avenida Paulo Pires Pereira e da Perimetral Rotariano Luiz Egídio, além de mais de R$ 8 milhões para obras nos bairros Flamboyant, Santa Maria e Parque dos Lagos. Também foi autorizada a licitação de R$ 41,2 milhões para a construção de 21,7 quilômetros de asfalto da MT-325, ligando Alta Floresta até a divisa com o Pará.

Na educação, os investimentos somam mais de R$ 77 milhões, com a construção das novas sedes da Escola Municipal Almeida Prado (R$ 16,9 milhões), Escola Estadual Marines Fátima de Sá Teixeira (R$ 21,1 milhões) e Escola Estadual Cecília Meireles (R$ 20,8 milhões). Também foram destinados R$ 3 milhões para construção de quadras poliesportivas nas Escolas Estaduais Ouro Verde e Boa Esperança, além de R$ 421,9 mil para a entrega de um ônibus escolar.

Na área habitacional, foram investidos R$ 18 milhões para viabilizar 720 apartamentos dos residenciais São José I e II, por meio do programa SER Família Habitação, que concede recursos de até R$ 35 mil para ser aplicado na entrada do financiamento imobiliário.

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A agricultura familiar vai receber R$ 3,1 milhões em máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, incluindo pá carregadeira, motoniveladoras, caminhão com semirreboque e escavadeira hidráulica, além da entrega de um trator no valor de R$ 136 mil.

Foram entregues 36 escrituras definitivas de imóveis rurais e ações sociais do programa SER Família.

“O Estado colhe os frutos das boas sementes que plantou nos últimos anos. Esses investimentos vão fazer Alta Floresta crescer ainda mais. Contem com a Assembleia e o Estado para garantir que cada cidadão veja esses recursos se transformarem em mais qualidade de vida”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi.

Investimentos concluídos em Alta Floresta

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso aplicou R$ 772,6 milhões em investimentos em Alta Floresta, como o asfaltamento da MT-325, a construção de 929 metros em pontes de concreto nas rodovias MT-160 e MT-208, a entrega de sete ônibus escolares, 3.136 Chromebooks, 14.025 cestas básicas e 3.292 cobertores, entre outras ações.

Dispositivo

Participaram também da agenda em Alta Floresta os deputados estaduais Diego Rodrigues, Beto 2 a Um, Dilmar Dal Bosco, Carlos Avallone e Nininho; os secretários estaduais Gilberto Figueiredo (Saúde), Alan Porto (Educação) e coronel PM César Roveri (Segurança Pública); o presidente da Intermat, Francisco Serafim, além de prefeitos e autoridades do município e região.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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