MATO GROSSO

Governo de MT lamenta morte do médico Kamil Fares

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O Governo de Mato Grosso lamenta o falecimento do médico ginecologista e obstetra Kamil Hussein Fares, fundador do Hospital Femina e ex-secretário de Saúde do Estado e de Cuiabá, nesta quarta-feira (31.12), em Cuiabá.

“Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de profissão e a todos que tiveram a honra de conviver com ele. Que Deus conforte os corações enlutados e conceda força para atravessar esta enorme perda. O Estado de Mato Grosso perde um grande servidor da medicina, cuja contribuição ficará para sempre marcada em nossa história”, lamentou o governador em exercício Otaviano Pivetta.

Kamil foi figura de destaque na medicina mato-grossense e ocupou, ao longo da carreira, diversos cargos na saúde pública e privada do Estado, tendo dedicado grande parte de sua vida à atenção à saúde, à formação médica e ao fortalecimento das instituições de saúde no Estado de Mato Grosso.

“Recebemos com imensa tristeza a notícia do falecimento do médico Dr. Kamil Hussein Fares, figura de grande relevância para a saúde em Cuiabá e em todo o Estado de Mato Grosso. Ao longo de sua trajetória, Kamil dedicou décadas ao cuidado de pacientes, ao fortalecimento da prática médica e à promoção do conhecimento científico. Sua dedicação e profissionalismo permanecerão como exemplo para toda a comunidade médica e para aqueles que acreditam em um sistema de saúde mais humano e eficiente”, destacaram o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes.

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O médico foi um dos fundadores do Instituto Médico Legal de Cuiabá, em 1978, atualmente ligado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Fundou o Hospital Infantil e Maternidade Femina, em 1979. Kamil ficou na direção da unidade até 2003.

Também ocupou os cargos de secretário de Estado de Saúde e secretário municipal de Saúde de Cuiabá. Presidiu a Unimed Cuiabá e ajudou a fundar a Academia de Medicina de Mato Grosso (AMM). Passou ainda pelo Sindicato dos Hospitais de Mato Grosso e pelo Hospital Geral.

O velório será realizado nesta quarta-feira, na Mesquita de Cuiabá – Sociedade Beneficente Muçulmana de Cuiabá, das 9h às 16h.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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